O que o fracasso da Haven pode ensinar ao Brasil sobre o futuro da saúde – por Denizar Vianna
Em janeiro de 2018, Amazon, Berkshire Hathaway e JPMorgan Chase anunciaram uma iniciativa que despertou enorme expectativa no setor de saúde dos Estados Unidos.
As três empresas reuniam cerca de 1,2 milhão de funcionários e familiares e decidiram unir esforços para enfrentar o aumento dos custos da assistência à saúde, um problema comum às três organizações.
A proposta era criar uma empresa independente, sem o objetivo de gerar lucro, voltada à saúde dos empregados das três companhias.
O foco inicial estava em soluções de tecnologia, atenção primária e novas formas de organizar os benefícios.
A iniciativa ganhou posteriormente o nome de Haven.
Menos de três anos depois, a Haven encerrou suas atividades.
Recentemente, levei esse caso ao XIII Congresso Jurídico de Saúde Suplementar, realizado pelo Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (COPEDEM), em 11 de setembro, em Brasília.
Entendo que podemos aprender muito com experiências que não foram exitosas.
E a Haven é particularmente interessante porque não faltavam recursos, tecnologia ou capacidade empresarial.
Estamos falando de três das maiores empresas do mundo tentando construir uma solução para um problema que conheciam bem e que afetava diretamente seus trabalhadores.
Por que esse caso interessa ao Brasil? Os sistemas são diferentes, mas alguns dos desafios enfrentados pela Haven fazem parte das nossas discussões: crescimento das despesas assistenciais, desperdícios, fragmentação do cuidado, incorporação de tecnologia e dificuldade de fazer com que diferentes participantes do sistema atuem em torno de objetivos comuns.
Por isso, mais do que importar uma solução americana, interessa entender o que não funcionou.
Há várias explicações para o fracasso da Haven.
Entre elas estão problemas de governança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.