Doador de R$ 380 mil a candidato do PL em Minas Gerais foi alvo de sanções no sistema financeiro
Carlos Géo Quick colocou R$ 380 mil na campanha de Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo de Minas Gerais.
A transferência, feita em 20 de agosto, está registrada na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .
O empresário não é um desconhecido dos órgãos que fiscalizam o mercado financeiro.
Antes de aparecer entre os grandes doadores destas eleições, Quick acumulou três punições que o impediram temporariamente de ocupar cargos de direção em instituições financeiras.
As sanções foram aplicadas em processos ligados ao antigo Banco Pottencial, onde ele ocupava uma cadeira no Conselho de Administração.
Entre 2014 e 2016, Quick recebeu três inabilitações: uma de um ano, outra de dois anos e uma terceira também de um ano.
As punições são administrativas, não criminais.
Mas ajudam a contar o histórico de um empresário que agora coloca centenas de milhares de reais na disputa pelo governo mineiro.
Três punições em dois anos do doador de Flávio Roscoe A primeira veio em 2014.
O Banco Central havia aplicado uma inabilitação de três anos, posteriormente reduzida para um pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).
O problema, no caso de Quick, estava na fiscalização do próprio banco.
Para o Conselho, ele falhou no dever de acompanhar a diretoria enquanto integrava o órgão responsável justamente por supervisionar a administração da instituição.
O processo era amplo.
O Banco Pottencial enfrentava questionamentos sobre operações de crédito, registros contábeis e controles internos.
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