Com petróleo estável, Bolsas aguardam discurso do presidente do Fed nos EUA
As Bolsas de valores da Ásia fecharam sem uma direção única nesta sexta-feira (28), com investidores à espera de sinalizações sobre o futuro dos juros nos EUA no discurso de Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, no simpósio de Jackson Hole.
Principais mercados asiáticos registraram resultados mistos. O índice japonês Nikkei subiu 0,41% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,79%, pressionado pelas gigantes de semicondutores Samsung (-3,4%) e SK Hynix (-4,4%).
Em Hong Kong e Taiwan, as bolsas fecharam no campo positivo. O índice Hang Seng registrou alta marginal de 0,08%, enquanto o Taiex, em Taiwan, avançou 0,77%, acompanhando o desempenho positivo na Austrália, onde o principal indicador subiu 0,60%.
O mercado na China continental fechou em queda moderada. O índice de Xangai recuou 0,11% e o de Shenzhen registrou desvalorização de 0,43% no encerramento desta sexta-feira.
Na Europa, os mercados abrem em alta após perdas na véspera. Por volta das 7h10 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,51%, para 655,16 pontos. Ontem, o indicador que acompanha 600 empresas do continente recuou 0.69%.
Desempenho positivo é acompanhado pelos principais índices europeus. Às 7h15, o FTSE de Londres subia 0,16%, aos 10.809,48 pontos, o CAC de Paris avançava 0,97%, para 8.400,36 pontos, e o DAX de Frankfurt ganhava 0,61%, aos 26.517,66 pontos. O FTSE de Milão e o IBEX de Madri subiam 0,86% e 0,52%, respectivamente.
As atenções globais estão voltadas para o pronunciamento do presidente do Fed. Kevin Warsh fará sua estreia no simpósio de Jackson Hole hoje, após assumir o comando do Fed em maio. "Os mercados vão analisar de perto seus comentários em busca de sinais de que o Fed está disposto a elevar os juros", avalia a consultoria UOB Global Economics & Markets Research.
Mercado aposta em uma chance pequena de alta da taxa de juros na próxima reunião. Segundo dados da UOB, os contratos futuros indicam apenas 35% de probabilidade de uma elevação de juros em setembro pelo FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto).
Dados de inflação acima do esperado nos EUA reacenderam temores dos investidores. A divulgação recente do índice de preços do indicador de inflação baseado em gastos de consumo pessoal aumentou os receios de que o banco central norte-americano adote um aperto monetário mais rígido até o fim do ano.
O preço do petróleo apresenta leve queda no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência internacional para o combustível, recuava 0,6%, para US$ 87,99 por barril, às 7h05. A variação segue associada ao impasse diplomático entre os EUA e o Irã no Oriente Médio, após seis meses do início dos conflitos.
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