Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos
Casa Branca detalha plano para explorar petróleo na Venezuela Vários sites de notícias que estavam bloqueados há anos na Venezuela foram desbloqueados nesta quinta-feira (17) pela agência reguladora das telecomunicações do país.
A decisão foi anunciada horas antes do início de uma nova rodada de negociações políticas entre o governo interino e a oposição, que terá entre os temas a liberdade de expressão. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anunciou em comunicado o "restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas e veículos de comunicação digitais nacionais e internacionais".
Entre os sites que voltaram a ficar acessíveis estão El Nacional, Efecto Cocuyo, El Pitazo, Runrunes e TalCual.
O portal NTN24 também voltou a funcionar, embora tenha apresentado instabilidade.
Jornalistas e organizações de direitos digitais denunciam há anos o bloqueio de sites como uma forma de censura.
Para acessar os veículos na Venezuela, usuários precisavam recorrer a ferramentas como VPNs.
"Conseguimos resistir, conseguimos inventar e chegamos vivos a este momento", celebrou Víctor Amaya, diretor do portal TalCual, bloqueado desde julho de 2024.
Censura A presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, em 2 de setembro de 2026 Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS Para Luis Ernesto Blanco, diretor editorial do Runrunes, a decisão representa um reconhecimento de que os sites estavam, de fato, censurados.
"Não havia uma resolução administrativa, uma ordem judicial que o exigisse", afirmou.
A ONG de direitos digitais VE Sin Filtro verificou o acesso a 17 portais em diferentes provedores de internet.
Mesmo com o desbloqueio, a organização ainda registra 188 sites bloqueados na Venezuela, sendo 79 veículos de notícias.
O diretor do TalCual, cujo site foi liberado apenas por algumas empresas de telecomunicações, demonstrou ceticismo sobre a possibilidade de o desbloqueio alcançar todos os veículos.
"Tomara que não aconteça como em algumas libertações de presos, em que 100 são anunciadas, mas 60 ou 70 são verificadas", disse Amaya.
Segundo ele, o bloqueio fez o veículo perder 60% do tráfego e afastou anunciantes, que temiam sofrer punições das autoridades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.