Lula reeleito: quais promessas da campanha ficam para o quarto mandato?
Reeleito para um quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de colocar em prática propostas anunciadas durante uma campanha marcada pela disputa sobre renda, segurança pública e custo de vida.
Na reta final do segundo turno, o presidente ampliou compromissos com estudantes, microempreendedores e famílias endividadas, além de anunciar medidas tributárias para reduzir o preço dos combustíveis.
Parte dessa agenda foi incorporada ao discurso eleitoral depois do primeiro turno, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL).
As medidas também passaram a representar um desafio para o planejamento fiscal de 2027, diante da necessidade de acomodar novas despesas no Orçamento.
O presidente iniciará o novo mandato com um Congresso mais à direita.
A dificuldade para construir maiorias poderá influenciar especialmente as propostas que dependem de mudanças constitucionais, aumento de gastos ou revisão de tributos.
Novos benefícios terão impacto sobre o Orçamento Uma das principais promessas apresentadas durante o segundo turno foi a ampliação do Pé-de-Meia para estudantes universitários de baixa renda .
O projeto prevê pagamentos mensais de R$ 700 e uma poupança de R$ 2.500 por ano de graduação, com custo anual estimado em R$ 4,6 bilhões.
Lula também anunciou medidas de apoio aos microempreendedores individuais (MEIs), incluindo renegociação e perdão de determinados débitos e a criação de um programa de transferência de recursos para pequenos negócios.
Outra proposta é uma nova etapa do Desenrola, voltada à renegociação de dívidas das famílias.
O tema ganhou espaço depois que Flávio apresentou um modelo alternativo de renegociação com participação do governo na aquisição de créditos bancários .
O conjunto de medidas econômicas e sociais anunciadas pelo governo durante a campanha poderia alcançar impacto fiscal de R$ 74,6 bilhões, considerando despesas e renúncias de receitas em diferentes períodos.
O desafio será definir fontes de financiamento e compatibilizar esses compromissos com as metas fiscais do próximo mandato.
Lula terá de definir o futuro do arcabouço fiscal A política econômica do quarto mandato deverá preservar o modelo de controle de despesas aprovado em 2023, mas integrantes da equipe governista discutem ajustes para conter o crescimento dos gastos obrigatórios.
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