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Bolsa em liquidação? No pânico, não é tão óbvio que ‘caiu, comprou’, avalia fundador do Market Makers

Money Times ·

“É um momento de disfuncionalidade mesmo, não é tão óbvio o ‘caiu, comprou’ ”.

A avaliação feita por Thiago Salomão, fundador do Market Makers, durante a edição especial do Risco Brasil, em seu canal no Youtube, resume o dilema de quem procura oportunidades no tombo dos ativos brasileiros: mesmo ações de empresas sólidas podem continuar caindo quando investidores precisam vender para levantar dinheiro.

Na transmissão desta segunda-feira (26), Salomão e o economista Henrique Esteter receberam Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, e Economista Sincero para acompanhar a abertura do mercado após as eleições.

Na discussão, o alerta foi que preços menores precisam ser avaliados à luz de um cenário também mais difícil para os negócios.

Em momentos de estresse, a pressão sobre as cotações pode vir de resgates em fundos, da redução da exposição ao Brasil e do encerramento de operações alavancadas — aquelas em que o investidor assume uma exposição superior ao capital disponível.

Isso significa que uma ação pode cair tanto pela piora das perspectivas da empresa quanto pela necessidade de seus investidores de conseguir dinheiro rapidamente.

E esses movimentos podem acontecer ao mesmo tempo.

Empresa boa também sente juros altos Durante a live, a Localiza (RENT3) foi citada como exemplo da dificuldade de separar uma oportunidade de uma mudança nas condições da economia.

De um lado, uma queda expressiva pode tornar uma companhia mais atraente.

De outro, juros elevados por mais tempo podem pressionar seus resultados e justificar parte da desvalorização.

O Economista Sincero chamou atenção para o risco enfrentado por empresas que dependem de crédito para manter suas operações e financiar o crescimento.

“Tem empresa que não vai aguentar mais três anos de juros extremamente elevados sem uma perspectiva de queda”, afirmou.

O custo do financiamento é apenas uma parte da conta.

Juros altos também podem enfraquecer o consumo, dificultar a renegociação de dívidas e reduzir o espaço para investimentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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