Reajuste de planos coletivos integra agenda da ANS, mas setor resiste à padronização de valores
A revisão das regras para os reajustes dos planos de saúde coletivos está entre as prioridades da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na agenda regulatória de 2026-2028.
Segundo a agência, o tema foi amplamente discutido com o corpo técnico e com representantes do setor, e aberto à participação social.
A previsão é que a deliberação final aconteça no 4º trimestre de 2026.
As medidas em discussão incluem a ampliação do número de beneficiários no agrupamento de planos com até 29 vidas, a limitação do percentual máximo de coparticipação e o aperfeiçoamento de critérios de reajuste.
“ Elas têm a finalidade de proporcionar proteção, segurança jurídica e transparência para os consumidores”, afirmou a ANS, em nota.
Segundo dados da agência, o reajuste médio de planos de saúde coletivos em 2025 foi de 11,15%.
De um ano a outro, 189 operadoras aumentaram o reajuste médio e 255 reduziram.
Esses planos representam a maior parcela da atenção.
No total, são 53 milhões de beneficiários de planos de saúde médicos no Brasil — desses, em torno de 43 milhões são de contratos coletivos.
Nos planos exclusivamente odontológicos, são 30 milhões de um total de 36 milhões de beneficiários de contratos coletivos.
Para representantes do setor, a padronização de um reajuste para os planos coletivos não parece interessante.
Bruno Sobral, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), aponta a importância da transparência para os cálculos dos reajustes dentro do setor, mas que é “absolutamente desnecessário e prejudicial que se padronize isso”, pontua.
Segundo ele, o debate é importante e a expectativa é que seja reaberta a discussão com o setor sobre o tema.
“Esperamos que isso não seja feito de maneira soldada neste ano, principalmente, que é um ano difícil e está acabando.
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