Com menos abraços e mais caixas, comitês mudam na era das redes sociais
Espaços que antes eram palco de grandes reuniões, garantindo o corpo a corpo e aproximando os candidatos aos eleitores, os comitês assumiram um papel mais estratégico na campanha eleitoral deste ano, com foco na logística e propaganda.
É lá que materiais como santinhos, panfletos e bandeiras são armazenados e distribuídos para todo o Estado, além de estampar nome e número de quem disputa uma vaga na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado ou Governo.
O primeiro passo é a escolha do local, e dois critérios balizam a decisão: o endereço e espaço.
Levando em conta esses fatores, três candidatos a deputado federal instalaram seus comitês na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Vivenda do Bosque, em Campo Grande.
O especialista em marketing político e um coordenador da campanha à reeleição do deputado federal Dagoberto Nogueira (PP), Luis Fernando Sauer, explica que a movimentação da rua foi importante na decisão.
"O comitê também exerce um papel para pessoas que passam, chama a atenção, ele dá uma visibilidade para o candidato", detalha.
Segundo ele, até a placa de identificação é milimetricamente posicionada para garantir a visualização de quem está dirigindo.
E mesmo com a redução de reuniões e encontros, o comitê ainda é local de "muvuca" por ser o ponto de partida da campanha.
Em vez de apoiadores e eleitores, a movimentação vem de quem quer colocar a campanha na rua.
"Você imagina lá, em uma cidade do interior, a pessoa que fica perdida em como pega um adesivo, um perfurado, ou um bottom.
Elas querem uma referência e você precisa organizar todo esse material em um local".
Na comparação com o futebol, o coordenador da campanha afirma que o comitê é o local que as pessoas buscam para "vestir a camisa".
Para isso, Sauer ressalta que existe um extenso trabalho de coordenação.
"Por exemplo, para mandar um material para Aparecida do Taboado, você tem que saber o tamanho do time para calcular uma quantidade.
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