Trump diz que vai proibir acesso a veículos de comunicação à Casa Branca
WASHINGTON, 18 Set (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que está banindo três grandes veículos de comunicação – CNN, MS NOW e Politico – da Casa Branca, em sua mais recente medida para reprimir a imprensa independente.
É quase certo que a medida enfrentará contestação judicial, já que especialistas em liberdade de expressão afirmaram que ela entra em conflito com as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA relativas à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.
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Trump acrescentou: “Outros veículos de mídia que divulgam notícias falsas serão os próximos”.
Representantes dos três veículos de comunicação foram vistos trabalhando na Casa Branca na tarde desta sexta-feira, após a postagem de Trump.
Em comentários posteriores a repórteres no Salão Oval, Trump disse que não houve nenhum incidente específico que motivasse a proibição, acrescentando: “Na verdade, são apenas matérias acumuladas ao longo dos últimos anos”.
Trump acrescentou: “Não preciso deixá-los entrar na minha casa, na casa do povo.” A extensão da proibição anunciada por Trump não ficou clara imediatamente, e a legalidade de qualquer medida poderia depender de seu alcance.
Os tribunais têm concedido aos presidentes ampla discricionariedade sobre o acesso seletivo a eventos como reuniões no Salão Oval e pequenos grupos de imprensa, enquanto exclusões mais amplas das instalações de imprensa da Casa Branca geralmente disponíveis ou das credenciais poderiam enfrentar contestações mais fortes com base na Primeira Emenda e nas proteções constitucionais ao devido processo legal.
A medida de Trump ocorreu semanas antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, nas quais os pares republicanos de Trump defendem maiorias estreitas no Congresso.
Pesquisas Reuters/Ipsos mostram que a opinião pública está se voltando contra os republicanos, conforme os índices de aprovação do próprio Trump estão próximos de mínimos históricos em meio à guerra contra o Irã — profundamente impopular — que ele iniciou e que fez os preços da energia dispararem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.