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Economia

Split payment: antecipação de impostos atingirá em cheio o caixa das empresas; veja como preparar o seu negócio

Seu Dinheiro ·
Split payment: antecipação de impostos atingirá em cheio o caixa das empresas; veja como preparar o seu negócio

Recolhimento imediato do IBS e da CBS muda a dinâmica do capital de giro e torna ainda mais importante acompanhar prazos, liquidez e fluxo de caixa

A reforma tributária vai mudar não apenas a forma como as empresas recolhem impostos, mas também a dinâmica do dinheiro que circula dentro do negócio. Um dos mecanismos que entra nessa equação é o chamado split payment , que altera o momento em que os tributos de uma venda são recolhidos.

Hoje, muitas empresas recebem o valor integral de uma venda e só depois recolhem os impostos . Nesse intervalo, os recursos destinados ao pagamento dos tributos podem, ainda que temporariamente, ajudar a financiar a operação.

Com o split payment , a parcela correspondente ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será separada automaticamente no momento da liquidação do pagamento e transferida diretamente ao Fisco .

A mudança exige atenção principalmente de negócios que trabalham com margens mais apertadas, vendas parceladas ou prazos longos de recebimento.

Mas isso não significa que a empresa terá necessariamente problemas de caixa. O ponto é entender como o novo mecanismo afeta o fluxo financeiro e se antecipar à mudança.

O nome pode parecer complicado, mas a lógica é relativamente simples. Segundo manual da Receita Federal , “Split Payment” significa “pagamento repartido” ou “pagamento segregado”.

O mecanismo prevê a separação automática dos valores referentes aos tributos pelos provedores de serviços de pagamento eletrônico e pelas instituições que operam sistemas de pagamentos. Isso acontece no momento da liquidação financeira de uma operação.

A separação considera as informações do documento fiscal eletrônico e distingue o valor da operação — produto ou serviço — do montante devido em tributos.

Em outras palavras, assim que o produto ou serviço é pago, o valor referente aos impostos sobre consumo (CBS e IBS) é separado, e o fornecedor recebe a quantia referente apenas ao produto vendido ou serviço prestado.

Apesar de a mudança já estar no radar das empresas, o split payment não será obrigatório para todos os negócios de uma só vez. A implementação será gradual ao longo de 2027, começando por uma fase de produção assistida, que funcionará como um período de adaptação e testes.

O cronograma atual prevê que, inicialmente, o mecanismo seja aplicado de forma opcional às operações entre empresas (B2B) . A primeira etapa de produção assistida começa com pagamentos via TEF e Pix Chave. Depois, entram TED e, na sequência, boleto, Pix Dinâmico e Pix Automático.

No segundo semestre de 2027, está prevista a produção plena do split payment para as operações B2B, abrangendo todas essas modalidades de pagamento.

Em e-mail enviado ao Seu Dinheiro , a Receita Federal diz que previsão também é que o mecanismo alcance a parcela de CBS e IBS incluída no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) , mas não os demais tributos. O cronograma será o mesmo para empresas optantes pelo Simples Nacional e para as demais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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