Discord cumpre ordens da ANPD e bloqueia ferramenta de transmissão ao vivo
A plataforma Discord informou nesta segunda-feira, 17, que interrompeu as funcionalidades de transmissão ao vivo de vídeo no Brasil em detrimento da determinação da ANPD com base no ECA Digital .
“Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil.
O vídeo é uma parte importante e muito valorizada da experiência no Discord, permitindo que nossos usuários se comuniquem e criem conexões significativas ao compartilhar experiências, jogar juntos e manter contato com amigos e familiares”, escreveu o Discord em comunicado enviado a este noticiário.
As demais funcionalidades continuam disponíveis no país e a determinação da agência não interrompe formas de comunicação via áudio e texto nas mensagens diretas, mensagens diretas em grupo e servidores, além de todos os demais recursos do aplicativo Discord que não dependem de vídeo ou compartilhamento de tela, informou a plataforma.
A defesa do Discord “Estamos dialogando ativamente com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer esses recursos para nossos usuários no Brasil.
Seguimos comprometidos em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura para todos, tanto no Discord quanto em toda a internet”, disse em seu comunicado à imprensa.
Em post em seu blog , o Discord informou a sua comunidade sobre as alterações de seus serviços para atender à ANPD e que “estão trabalhando para restabelecer o acesso a esses recursos importantes o mais rápido possível”.
“Esta é uma situação séria.
A ordem ocorre após um caso devastador envolvendo a morte de uma adolescente, na sequência de uma campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas.
Trabalhamos todos os dias para manter esses indivíduos fora da nossa plataforma e para tornar o Discord mais seguro para os adolescentes.
Temos colaborado e continuamos colaborando com as autoridades policiais neste caso”, escreveu Stanislav Vishnevskiy, CTO e cofundador da plataforma.
De acordo com a empresa, o Discord não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência.
A ANPD estaria caracterizando a plataforma de uma maneira que não reflete não apenas a plataforma desenvolvida nem os investimentos realizados na segurança do usuário – embora não dê montantes, número de contratações ou qualquer outro dado que apresente o que fizeram para a segurança.
A plataforma reforça que conta com equipes dedicadas a desarticular esses grupos, remover conteúdos que violam suas políticas e tomar medidas contra pessoas mal-intencionadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.