Queda das reservas estratégicas dos EUA ameaça até cavernas que armazenam petróleo
As reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos atingiram o menor nível em 40 anos, e especialistas alertam que a continuidade da redução dos estoques pode comprometer a integridade das cavernas subterrâneas onde o petróleo é armazenado.
Na semana passada, a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) caiu abaixo de 300 milhões de barris pela primeira vez desde a década de 1980, período em que os estoques ainda estavam sendo formados, segundo o Departamento de Energia dos EUA.
A expectativa é que o volume recue ainda mais, para 243 milhões de barris, à medida que o país libera 172 milhões de barris para lidar com graves interrupções de oferta e com o aumento dos custos de energia decorrente da guerra com o Irã.
Essas reservas ficam armazenadas em 60 cavernas de sal distribuídas por quatro instalações, duas no Texas e duas na Louisiana.
As cavernas, localizadas a milhares de metros de profundidade, têm capacidade total para 714 milhões de barris.
No entanto, à medida que o petróleo é retirado, cresce a preocupação com a preservação dessas estruturas.
“Não conheço ninguém que acredite que podemos ficar abaixo de 300 milhões de barris”, afirmou Amos Hochstein, ex-conselheiro sênior de energia do presidente Joe Biden, à CNBC no sábado.
“Conheço muitas pessoas que acreditam que não podemos sequer chegar perto desse nível porque, fisicamente, isso danificaria as cavernas onde o petróleo está armazenado.” O Departamento de Energia rejeitou essa avaliação.
Segundo Ben Dietderich, principal porta-voz da pasta, o volume total das cavernas permanece constante.
“As cavernas estão sempre cheias.
O que muda é apenas a proporção entre petróleo e água que as preenche”, afirmou em comunicado à revista Fortune .
Segundo ele, o presidente Donald Trump e o secretário de Energia, Chris Wright, estão administrando a reserva de forma responsável, utilizando-a para estabilizar o mercado e proteger os americanos de interrupções no fornecimento.
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Em 2025, Chris Wright afirmou ao Congresso que o esforço de Trump para recompor os estoques encontrou obstáculos devido a mais de US$ 100 milhões em reparos necessários nas instalações.
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