Criminosos abusam de falha no WinRAR para espionar governos e órgãos públicos
Um grupo de hackers com provável origem no Cazaquistão utilizou uma falha de segurança no programa WinRAR para invadir sistemas governamentais e espionar órgãos públicos na Ásia Central e em países vizinhos.
A campanha de ciberespionagem, atribuída ao coletivo Silent Lynx, direcionou ataques contra ao menos nove países, com foco em pastas de diplomacia, economia e recursos naturais, segundo relatórios divulgados pelas empresas de segurança Cisco Talos e Recorded Future na quarta-feira (14).
As investigações conjuntas apontam que os cibercriminosos atuaram de forma contínua entre junho de 2025 e agosto deste ano.
O grupo utilizou e-mails de disparo em massa com anexos falsos e documentos maliciosos para infectar computadores de autoridades e servidores públicos.
Entre os alvos confirmados estão órgãos estatais e ministérios de países como Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão, Armênia, Azerbaijão, Rússia e Belarus.
A principal tática recente do grupo envolveu a exploração da vulnerabilidade CVE-2025-8088 no compactador de arquivos WinRAR .
Ao abrir um arquivo compactado manipulado, o sistema da vítima instalava automaticamente um programa de acesso remoto na pasta de inicialização do Windows .
Isso permitia que os hackers mantivessem acesso permanente ao computador a cada novo login do usuário.
Grupo Silent Lynx usou brecha para invadir órgãos públicos em pelo menos nove países; Fortinet e Microsoft também estão no radar Foto: Reprodução/Chat “A atividade sustentada do grupo e a adoção de novas técnicas de entrega sugerem que ele continuará buscando acesso a organizações governamentais na Ásia Central e na região”, afirmou a pesquisadora Ashley Shen, da Cisco Talos, em análise sobre o alcance das invasões.
Interesses em água, energia e diplomacia A escolha dos alvos demonstra um interesse estratégico em obter dados sobre negociações diplomáticas e gestão de recursos naturais na região.
Analistas da Recorded Future identificaram que os invasores dispararam mensagens com iscas temáticas , incluindo cartas diplomáticas falsas direcionadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Armênia e propostas de cooperação comercial para o setor petrolífero russo.
A escolha dos alvos demonstra um interesse estratégico em obter dados sobre negociações diplomáticas e gestão de recursos naturais na região.
Analistas da Recorded Future identificaram que os invasores dispararam mensagens com iscas temáticas, incluindo cartas diplomáticas falsas direcionadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Armênia e propostas de cooperação comercial para o setor petrolífero russo.
Outro foco central das invasões envolveu órgãos ligados ao meio ambiente e ao abastecimento de água.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.