Veja os sinais que podem indicar câncer de pele e quando procurar um dermatologista
Especialista explica quais sintomas merecem atenção no dia a dia e por que a ferida que não cicatriza costuma ser reveladora
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O câncer de pele é o tumor mais frequente entre os brasileiros, com 220.490 novos casos estimados por ano no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o equivalente a cerca de 31% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Apesar da alta incidência, muitos pacientes não sabem reconhecer os primeiros sinais da doença, o que costuma atrasar a procura por avaliação médica.
Para o dermatologista Carlos Alberto Bruno, o sintoma mais comum não costuma doer nem incomodar. “O sinal que mais aparece é aquela feridinha que não cicatriza, que às vezes fica formando casquinha, sempre no mesmo local e sempre recorrente”, explica.
Segundo o médico, essa lesão pode vir acompanhada de coceira, descamação e, por vezes, sangramento ao mínimo trauma, como passar uma toalha no rosto. Mas, no início, ela costuma ser assintomática.
“Quando já começa a ter esses sintomas mais exacerbados, significa que o câncer já está um pouco mais evoluído”, alerta Carlos Alberto Bruno. Alguns pacientes também relatam ardência no local, mesmo sem outros sinais aparentes, o que reforça a importância de observar qualquer lesão que insista em não cicatrizar.
Muita gente já ouviu falar da regra do ABCDE, usada para avaliar se uma pinta merece atenção: assimetria, bordas irregulares, mais de duas cores, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução, ou seja, qualquer mudança de tamanho, forma ou cor.
Segundo o médico, porém, essa regra vale apenas para o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele, que costuma surgir a partir de pintas. Já o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, os tipos mais comuns da doença, seguem outra lógica: a da lesão persistente. “Não existe ferida que não cicatriza. Toda ferida que não cicatriza tem que ser pensada em câncer de pele”, afirma.
Pessoas de pele, olhos e cabelos claros têm maior predisposição ao câncer de pele, mas o histórico familiar também pesa nessa avaliação. Entre 7% e 15% dos casos de melanoma ocorrem em pacientes com parentes que também tiveram a doença, segundo dados reunidos por centros de diagnóstico oncológico, o que reforça que o risco não depende apenas da exposição solar. Queimaduras na infância, principalmente as intermitentes e mais intensas, também aumentam a probabilidade de desenvolver a doença no futuro. “O dano à pele ocorre de forma cumulativa. O sol que a pessoa tomou na infância vai alterando o DNA ao longo das exposições excessivas que ela vai tendo”, explica o dermatologista Carlos Alberto Bruno.
O diagnóstico precoce muda diretamente o tipo de tratamento e as chances de cura, segundo o dermatologista. “No diagnóstico precoce, a lesão vai estar menor, então é possível fazer a remoção completa sem causar tanto dano à pele saudável ao redor”, afirma.
Quando o paciente demora a procurar avaliação médica, a lesão tende a crescer, o que pode tornar a cirurgia mais extensa e, no caso do melanoma, aumentar o risco de metástase.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.