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Economia

Como tecnologias verdes e gestão de risco estão blindando o campo

Canal Rural ·
Como tecnologias verdes e gestão de risco estão blindando o campo

A conta que o produtor brasileiro está fechando em 2026 é diferente da que fechava há cinco anos.

Expandir área deixou de ser o caminho mais curto para o lucro.

Com custo de insumo pressionado, juro alto e comprador cada vez mais exigente, a margem passou a nascer dentro da porteira, na eficiência por hectare, na leitura de dado e na capacidade de transformar risco climático em risco administrável.

É o que mostram os números que estão saindo agora, do avanço do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) no Congresso até a obrigatoriedade do seguro rural para quem toma crédito agrícola, passando pelas novas linhas do Plano Safra que só liberam taxa menor para quem prova demonstra responsabilidade ambiental e adotam práticas sustentáveis no campo.

Sensoriamento de solo, imagem de satélite e drone e prescrição da taxa variável já reduzem em até 80% o volume de defensivo em aplicações localizadas, segundo plataformas apresentadas nas últimas edições da Agrishow e da AgroBrasília.

O ganho é ambiental e financeiro, porque cada litro de defensivo não aplicado é insumo importado que deixa de pesar no custo de produção.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! O outro lado dessa equação é o bioinsumo.

A Embrapa já leva ao campo tecnologias que reduzem a dependência de fertilizante importado e abrem caminho para elevar produtividade em área já consolidada, sem abrir uma nova fronteira.

Com eficiência, esse tipo de tecnologia apoia na intensificação produtiva sustentável dentro do perímetro original.

O clima segue sendo o maior gestor de risco da lavoura brasileira, e 2026 trouxe uma mudança estrutural na forma como esse risco é precificado.

A partir do primeiro trimestre do ano, o seguro rural passou a ser exigência para quem busca crédito agrícola, medida que incide sobre um mercado de R$ 516 bilhões e transfere parte do risco climático do Proagro, historicamente público, para o mercado segurador privado.

Na prática, o produtor que documenta zoneamento de risco climático, plano de contingência e diversificação de safra chega à mesa de negociação com um perfil de crédito diferenciado de quem não documenta nada disso.

Práticas de manejo regenerativo entram nessa conta como redutor de prêmio, não só como boa prática ambiental.

O Plano Safra 2025/2026 reforça o mesmo caminho pelo lado do crédito e a linha RenovAgro financia a implantação de sistemas de integração entre lavoura, pecuária e floresta com custo de capital menor do que o crédito tradicional, mas cobra Plano ABC+ e Cadastro Ambiental Rural ativo como contrapartida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.

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