Injeção de estrangeiro na bolsa brasileira pode estar longe do fim
Em um movimento excepcionalmente forte de entrada de recursos, os investidores estrangeiros aportaram R$ 10,06 bilhões em ações já listadas na B3 na segunda-feira, 5 de outubro, primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais.
E, diante do otimismo renovado dos mercados com a chance elevada de uma mudança na condução da política econômica, a dinâmica pode estar longe do fim.
A surpresa com a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a composição mais à direita do Congresso Nacional reacendeu as apostas em um novo ciclo de entrada de recursos no mercado de ações brasileiro.
E, na avaliação de algumas instituições, o movimento observado nesta semana pode ser apenas o início de uma onda muito mais ampla de alocação em ativos locais.
Desde segunda-feira, casas como Morgan Stanley e J.P.
Morgan passaram a adotar uma recomendação de compra (“overweight”) para a bolsa brasileira, enquanto o Citi montou uma posição comprada no Ibovespa futuro.
Na prática, boa parte do mercado se posiciona a favor da continuidade de um rali da bolsa brasileira, mesmo após a disparada recente, que levou o Ibovespa a furar o nível dos 200 mil pontos.
Ao Valor, o estrategista-chefe de ações para América Latina do Morgan Stanley, Nikolaj Lippmann, avalia que a bolsa brasileira poderia receber até US$ 50 bilhões de investidores estrangeiros, somando o aumento de exposição por parte de fundos dedicados a mercados emergentes e uma eventual retomada do apetite global pela classe de ativos.
Pelo câmbio atual, seria equivalente a uma entrada de R$ 250 bilhões.
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