Emprestar conta bancária para ganhar dinheiro pode virar caso de polícia; entenda os riscos
Ofertas de "renda fácil" nas redes sociais podem esconder um esquema criminoso.
Golpistas estão oferecendo pagamentos para que pessoas emprestem ou aluguem suas contas bancárias, usadas para movimentar recursos obtidos por meio de fraudes.
Quem aceita a proposta pode acabar envolvido em investigações e até responder criminalmente, dependendo de sua participação no esquema.
O processo é considerado praticamente um recrutamento dos chamados "laranjas", pessoas cujas contas são utilizadas para receber e transferir dinheiro de origem ilícita.
O funcionamento é relativamente simples: depois de aplicar um golpe, os criminosos transferem os valores para contas de terceiros.
O dinheiro pode passar por várias contas em sequência, dificultando o rastreamento e a recuperação dos recursos.
"Quando alguém disponibiliza a própria conta em troca de remuneração, permite que ela seja utilizada para movimentar dinheiro obtido por meio de golpes e fraudes e se expõe a consequências financeiras e legais", afirma Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.
O banco alerta que emprestar, vender ou alugar uma conta pode gerar responsabilização civil e penal, conforme as circunstâncias e o grau de envolvimento do titular.
Ou seja, mesmo quem não participou diretamente do golpe pode enfrentar problemas por permitir que sua conta seja utilizada pelos criminosos.
O alerta ocorre em meio ao crescimento das fraudes no país.
Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, citado pelo banco, o Brasil registrou 2,3 milhões de ocorrências de estelionato em 2025, alta de 430% em relação a 2018, considerando modalidades tradicionais e digitais.
O levantamento estima ainda que 15,8% da população com mais de 16 anos, cerca de 26,3 milhões de pessoas, tenha sido vítima de algum golpe no período analisado.
Cuidado também com seus dados e sua biometria O risco não se limita ao empréstimo voluntário de contas.
Criminosos também podem utilizar documentos, informações pessoais e até registros de reconhecimento facial para tentar abrir contas bancárias sem o conhecimento das vítimas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.