“Coyote vs. Acme” transforma a velha piada dos Looney Tunes em uma divertida história de justiça
(Foto: Reprodução/X/@ParisFilmes) Existe uma certa justiça poética no fato de “Coyote vs.
Acme” finalmente ter encontrado o caminho até as salas de cinema .
Durante anos, o longa foi praticamente um exemplo perfeito daquilo que seu protagonista conhece tão bem: uma tentativa que parecia promissora, uma sucessão de obstáculos e, no fim, um resultado completamente diferente do esperado .
A diferença é que, desta vez, Wile E.
Coyote não está tentando capturar o Papa-Léguas.
Ele está tentando responsabilizar judicialmente a Acme, a empresa que, há décadas, fornece as ferramentas que transformam seus planos mirabolantes em desastres.
É uma premissa que poderia facilmente parecer apenas uma brincadeira prolongada de uma ideia clássica dos Looney Tunes .
No entanto, o filme dirigido por Dave Green percebe que existe uma história escondida por trás da velha fórmula.
Afinal, depois de tantos foguetes explodindo, bigornas caindo, molas falhando e armadilhas dando errado, talvez seja hora de alguém perguntar: será que o problema sempre esteve no Coyote? A piada que sustenta o filme inteiro O grande desafio era descobrir como transformar uma dinâmica originalmente construída para durar poucos minutos em uma narrativa de quase duas horas.
Nos desenhos clássicos, não precisamos saber muito sobre o Coyote.
Ele vê o Papa-Léguas, imagina uma estratégia, encomenda alguma invenção absurda da Acme e parte para a ação.
O fracasso vem logo depois.
A graça está na repetição, no timing e na capacidade de aumentar progressivamente o tamanho do desastre.
Por isso, colocar o personagem diante de um tribunal é uma solução bastante inteligente .
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