Menos regras, mais natureza: conheça a tendência dos jardins naturalistas
Nem todo jardim precisa ter plantas perfeitamente alinhadas, canteiros bem delimitados e uma aparência igual durante o ano inteiro. O paisagismo naturalista propõe justamente o contrário: uma relação mais livre com a vegetação, na qual o crescimento das espécies e as mudanças das estações também participam da composição. Segundo o site CASACOR , essa proposta ganhou espaço por unir estética, biodiversidade e uma nova maneira de pensar os espaços verdes. Nesse modelo, plantas de diferentes alturas, texturas e períodos de floração convivem no mesmo ambiente. Assim, o jardim passa por transformações ao longo do ano e apresenta novas cores, formas e combinações com o passar do tempo.
À primeira vista, um jardim naturalista pode parecer resultado do crescimento espontâneo da vegetação. No entanto, existe planejamento por trás da composição. Enquanto os jardins formais priorizam simetria, geometria e limites bem definidos, o naturalista aposta em agrupamentos menos rígidos e na convivência entre espécies. Além disso, folhas secas, flores no fim do ciclo e sementes podem permanecer no espaço. Dessa forma, elementos que muitas vezes seriam retirados passam a integrar a paisagem e ajudam a mostrar as diferentes fases das plantas. A ideia não surgiu recentemente. No século XVIII, o paisagismo inglês começou a questionar os jardins geométricos franceses e italianos e passou a explorar formas mais orgânicas. Mais tarde, o conceito ganhou novas interpretações e passou a valorizar ainda mais a biodiversidade e as mudanças sazonais.
Entre os principais nomes do paisagismo naturalista contemporâneo está o holandês Piet Oudolf . Seu trabalho utiliza principalmente plantas perenes e gramíneas para criar jardins que mantêm interesse visual em diferentes épocas do ano. Um de seus projetos mais conhecidos é o High Line, em Nova York, onde a composição aproveitou como inspiração a vegetação que havia crescido sobre os antigos trilhos elevados. Da mesma maneira, o Lurie Garden, em Chicago, apresenta uma paisagem aparentemente espontânea, mas construída a partir de um planejamento cuidadoso. Por isso, os projetos de Oudolf mostram que o aspecto naturalista não significa ausência de organização. Pelo contrário, a liberdade visual depende de escolhas precisas sobre espécies, cores, alturas e períodos de floração.
O estilo também pode cumprir uma função ambiental. Ao reunir diferentes espécies, esses espaços podem oferecer alimento e abrigo para insetos, aves e outros animais. Além disso, a escolha de plantas nativas ou adaptadas ao clima da região pode facilitar os cuidados e diminuir a necessidade de irrigação. Consequentemente, o jardim passa a estabelecer uma relação mais próxima com o ambiente ao redor. Em vez de adaptar completamente a natureza ao projeto, o paisagismo procura considerar as características do próprio local.
Para levar a proposta para casa, o primeiro passo é observar o espaço disponível. Antes de escolher as espécies, vale analisar a quantidade de sol, as condições do solo, o clima e a vegetação que já existe na região. Depois, a composição pode reunir gramíneas, herbáceas, arbustos e árvores de diferentes tamanhos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.