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Derrite expôs olheiro do caso Gritzbach e travou prisão, dizem fontes

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Derrite expôs olheiro do caso Gritzbach e travou prisão, dizem fontes

O então secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, é apontado por fontes anônimas envolvidas com o caso como responsável por frustrar a prisão de Kauê Amaral Coelho, suspeito de ser olheiro no assassinato do corretor Antônio Vinícius Gritzbach.

Em 19 de novembro de 2024, Derrite convocou coletiva de imprensa e divulgou o nome e a foto do suspeito, quatro dias depois de a Justiça ter expedido um mandado de prisão contra ele.

Kauê segue foragido desde então.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira (19) pelo colunista Alfredo Henrique, do Metrópoles, que ouviu sob sigilo fontes envolvidas com o caso.

A divulgação e a frustração da prisão No fim da manhã de 19 de novembro de 2024 , Derrite apresentou publicamente o nome e o retrato de Kauê Amaral Coelho, apontado como o olheiro que contribuiu para policiais militares fora de serviço fuzilarem Gritzbach no aeroporto, onze dias antes.

A exposição, segundo fontes anônimas envolvidas com o caso, inviabilizou o cumprimento de um mandado de prisão que a Justiça havia expedido em 15 de novembro , quatro dias antes da coletiva.

“Após pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão, então correram para tentar monitorar cada passo dele.

Mas o Derrite convocou a coletiva, queria mostrar serviço e acabou frustrando a possibilidade concreta de prender o Kauê”, afirmou uma pessoa que acompanhou os desdobramentos nos bastidores.

Kauê segue foragido desde então.

A estratégia policial e a fuga de Kauê Policiais civis de São Paulo monitoravam Kauê desde o dia do atentado.

Dois dias após o assassinato de Gritzbach, ele viajou para o Rio de Janeiro, onde se escondeu na favela da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, área dominada pelo Comando Vermelho.

O deslocamento foi rastreado por antenas de celular acionadas pelo aparelho do suspeito.

Quem lhe deu carona foi um funcionário de Emílio Carlos Gongorra Castilho, o Cigarreira, membro do PCC apontado como um dos mandantes da execução e também foragido.

Investigadores do DHPP acompanhavam as redes sociais de Kauê e concluíram que ele retornaria a São Paulo após comemorar o aniversário de 30 anos no Rio.

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