Fux marca audiência pública com CBF e clubes para discutir ações sobre MP das bets
O ministro Luiz Fux marcou uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para a discussão de processos que debatem a atuação das bets no Brasil.
Desde a publicação da medida provisória que proibiu a operação do setor no País, foram abertas novas ações na Corte, com crescente interesse das casas de apostas e dos clubes.
A audiência será no dia 3 de novembro, às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma do STF.
Estão convocados Corinthians, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Ponte Preta, Vitória, Guarani, Portuguesa e a CBF (veja todos os participantes abaixo).
Serão discutidas seis Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) que falam sobre o tema.
A maioria delas é anterior à MP e discutia a legislação que regulamentou as bets no Brasil.
Uma delas, movida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por exemplo, pedia pela derrubada da lei e a proibição do setor.
Leia também As pontas soltas de Lula: STF, bets, segurança e ajuste fiscal após a reeleição Presidente chega ao fim do terceiro mandato com indicação pendente ao Supremo, propostas de segurança pública em aberto e decisões fiscais que dependem de negociação com o Congresso No Congresso, emendas à MP defendem uma manutenção parcial das bets, destacando seu papel no financiamento esportivo.
Em patrocínios diretos, as empresas representaram 7,9% da renda dos clubes da Série A em 2025.
Os patrocínios se estendem às competições e a anúncios televisivos.
O cenário proposto em alguns dos textos dos parlamentares é tido como incerto para o futuro do setor.
Desde a proibição da exibição de marcas em patrocínios, diferentes caminhos foram tomados pelos clubes.
O Corinthians suspendeu o contrato com a Esportes da Sorte e fechou com a Shopee até o fim do Brasileirão.
O São Paulo utiliza a marca de outra empresa do grupo da Superbet.
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