JPMorgan: Mercado brasileiro encontrará narrativa após choque; veja ações preferidas
O mercado brasileiro tende a encontrar uma nova narrativa para seguir adiante mesmo após a forte reação negativa à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, avalia o JPMorgan em relatório divulgado nesta terça-feira.
Na véspera, como reação à eleição, o Ibovespa caiu 13,88% e fechou no menor nível de preço desde 31 de agosto , após ter presenciado o primeiro circuit breaker em seis anos pela manhã, quando tombou mais de 17% na mínima intradia.
Embora reconheça que o cenário fiscal atual é mais desafiador do que em 2022, o banco afirma que a experiência histórica sugere que os investidores costumam se adaptar gradualmente ao novo ambiente político e econômico.
Segundo os estrategistas liderados por Emy Shayo Cherman, o mercado normalmente passa por um período inicial de aversão ao risco após eventos considerados choques, mas acaba construindo uma tese de investimento capaz de recolocar o foco nos fundamentos das empresas e no cenário global.
O banco lembra que isso ocorreu após a eleição de 2022, quando houve aceitação das escolhas para a equipe econômica e acomodação das expectativas em relação à condução da política macroeconômica.
Desta vez, porém, o JPMorgan alerta que a situação fiscal é mais frágil e a economia dá sinais de desaceleração, diferentemente do período de recuperação pós-pandemia observado há quatro anos.
Ainda assim, os estrategistas afirmam que, com o tempo, os ativos brasileiros tendem a se reconectar aos fundamentos, enquanto o cenário internacional também exercerá papel relevante na formação da próxima narrativa para o mercado.
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Em média, o Ibovespa recua 17,5% em eventos de choque, mas costuma recuperar os níveis anteriores em cerca de 123 dias.
Já o MSCI Brazil apresenta quedas médias de 25,2%, enquanto o real e os juros tendem a levar mais tempo para se normalizar.
As ações preferidas Em meio à volatilidade, o JPMorgan recomenda uma postura mais defensiva, priorizando empresas com fundamentos considerados resilientes, balanços sólidos, receitas dolarizadas ou atreladas à inflação e menor dependência do ciclo doméstico.
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