Dólar abre a R$ 5,15, influenciado por petróleo, PIB dos EUA e IPCA-15
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira ao redor da estabilidade, cotado a R$ 5,15, em sessão influenciada pela divulgação da prévia da inflação, no Brasil, e queda do petróleo e PIB dos Estados Unidos, no exterior. Na Bolsa, investidores reagem à decisão da CVM a favor dos minoritários sobre oferta pública do compra de ações da Oncoclínicas e desdobramentos das crises envolvendo Braskem, Casas Bahia e Oi.
Dólar abre quarta-feira em leve alta. A moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,149, variação de 0,19% ante fechamento de ontem. Cotação tem oscilado no piso da faixa de R$ 5,14 a R$ 5,22 na qual tem oscilado neste mês.
No exterior, Bolsas sobem e preço do petróleo recua pela quarta sessão seguida . Cresce expectativa de que Estados Unidos e Irã definam um acordo para liberar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento diário mundial da commodity antes da guerra entre os países, iniciada há seis meses. Por volta das 9h, os contratos do barril do tipo Brent, referência internacional para a commodity, recuavam 2,50%, para US$ 88,14, ao redor das mínimas em três semanas.
Divulgação do PIB dos Estados Unidos deve influenciar mercados globais. O governo americano divulga prévia do Produto Interno Bruto do país para o segundo trimestre. O ritmo da atividade na maior economia do mundo vai ser usado por investidores para ajustarem apostas na taxa de juros. O Fed (Federal Reserve), Banco Central americano tem sinalizado que pode elevar as taxas para conter a inflação, mas um desaquecimento da demanda e da produção podem levar o órgão a rever planos.
No Brasil, mercado reage à prévia da inflação oficial em julho. O IPCA-15 divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou variação negativa de 0,40% , ficando 0,46 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em julho (0,06%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.
Agentes de mercado ajustam expectativas para juros no Brasil após IPCA-15. A variação do índice que antecipa a inflação oficial brasileira no mês abre espaço para que o Banco Central possa seguir cortando a taxa básica de juros Selic, mantendo ciclo que teve quatro reduções pelo Copom (Comitê de Política Monetária) — todas de 0,25 ponto percentual — desde março.
Ibovespa emendou quatro sessões de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em alta 1,55%, aos 174.576 pontos , maior patamar em 20 dias. Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. Menor aversão a risco global tem ajudado a sustentar o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3. Nas últimas três sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas.
Investidores reagem ainda a novos capítulos de crises envolvendo empresas listadas na B3.
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