Bolsas sobem com petróleo abaixo de US$ 85 e espera por balanço da Nvidia
As bolsas da Ásia fecharam em alta e as europeias operavam sem direção única nesta quarta-feira (26), com o petróleo em queda e a tensão no Oriente Médio no centro das atenções dos investidores. Na Europa, os principais índices abriram o dia em alta, com os olhares atentos para o balanço da Nvidia.
Bolsas asiáticas fecharam dia no azul. No Japão, o Nikkei subiu 0,62%, enquanto o Kospi avançou 0,97% na Coreia do Sul. Hong Kong teve alta de 0,56% no Hang Seng, e Taiwan liderou os ganhos, com o Taiex em alta de 1,47%.
Na China continental, os índices também fecharam no positivo. O Xangai Composite avançou 0,59%, aos 3.912,52 pontos, e o Shenzhen Composite subiu 0,69%, para 13.841,33 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 tinha alta marginal de 0,13% às 7h20. Entre os principais índices europeus, o desempenho majoritário era de valorização. O CAC 40 de Paris subia 0,43%, o DAX de Frankfurt avançava 0,1% e o IBEX de Madri ganhava 0,18%. Em Londres, o FTSE recuava 0,07%.
Bolsas de Wall Street avançam antes da abertura do mercado. Após subirem na véspera, os principais mercados de Nova Yoirk não mantêm o desempenho positivo. A queda atingia os índices S&P 500 (-0,13%) e Nasdaq (-0,29%). O Dow Jones, com mais ações de indústrias e bancos, recuava 0,03%.
Cotação do petróleo recua pelo terceiro dia seguido e aparece abaixo de US$ 85. Por volta das 7h13, o Brent, referência global para o combustível recuava 2,67%, para US$ 84,94 o barril. O valor é referente às entregas previstas para novembro.
Recuo do petróleo é motivado pela expectativa de reabertura do Estreito de Hormuz. O movimento ganhou força após sinais de progresso diplomático e relatos de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Antes da guerra, iniciada há seis meses, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passava pela rota, o que aumenta a sensibilidade a qualquer sinal de reabertura.
Mercados aguardam também pelo dado mensal de inflação dos EUA. A variação é vista como determinante para a condução da política monetária norte-americana. A leitura a ser divulgada pode mexer com as expectativas para a trajetória de juros do Fed (Federal Reserve), o banco central americano.
Europa estuda novas elevações da taxa de juros. Isabel Schnabel, dirigente da Comissão Executiva do Banco Central Europeu, disse que o conflito no Oriente Médio e a força inesperada da economia do bloco aumentam os riscos de alta para a inflação. Por isso, defendeu juros mais altos no bloco econômico.
O balanço da Nvidia é amplamente aguardado pelo mercado. A divulgação do resultado acontecerá após o fechamento dos mercados em Wall Street. A expectativa é de que o relatório da fabricante de chips de IA (Inteligência Artificial) seja um termômetro para a sustentabilidade dos investimentos nas inovações.
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