Pela filha, ele faz algodão-doce artístico em eventos e fatura R$ 612 mil
Alírio Ribeiro, 38, tinha emprego formal e um negócio iniciante de algodão-doce artístico. Mas, quando sua filha nasceu e foi diagnosticada com autismo, ele largou a carreira e focou no seu negócio, para poder ter mais tempo para cuidar dela.
Hoje, a Fios de Fada faz cerca de 30 eventos por mês, em média. Faturou R$ 612 mil em 2025.
Alírio trabalhou mais de 15 anos na área de manutenção industrial. Em 2017, ele e sua esposa Francielle passaram por uma dor imensa: perderam a primeira filha, Sarah, durante o parto. "No processo de reconstrução emocional, comecei a pintar como hobby e assistia a muitos vídeos sobre arte. Em um deles, vi uma pessoa fazendo uma flor de algodão-doce. Achei aquilo bem artístico e enxerguei uma oportunidade de negócio", conta ele. Por mais de um ano, Alírio estudou o negócio e testou modelagens.
Em 2019, ainda em seu emprego formal, começou a fazer algodão-doce artístico para festas esporadicamente. "Iniciamos a operação da empresa de forma tímida, realizando incontáveis testes até desenvolver técnicas próprias de produção e modelagem, praticamente inexistentes no Brasil naquela época."
Meses depois, com o nascimento de sua filha, veio a virada de chave. Lara Vitória foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Alírio largou o emprego formal para focar no negócio próprio e, com mais tempo, poder cuidar e ficar mais perto da menina. "A necessidade de acompanhá-la de perto fez com que eu repensasse completamente minha carreira e buscasse um caminho para estar mais presente." Hoje Lara Vitória está com 7 anos.
Com a pandemia e a interrupção no mercado de eventos, a empresa seguiu produzindo somente algodão-doce tradicional (coloridos). A produção, no entanto, funcionou apenas sob encomenda. A Fios de Fada retomou os eventos em 2021.
A Fios de Fada fica em Curitiba (PR). É especializada em algodão-doce artístico, uma escultura produzida manualmente na hora, em diversos formatos. Faz dezenas de tamanhos e modelos. Os mais pedidos são os formatos de flores, corações, patinhos, cogumelos, passarinhos, porquinhos e chapéus. A marca tem outros produtos para festas, como pipocas gourmet doces e salgadas, cachorro-quente, maçã do amor e geladinhos e algodão-doce tradicional (só coloridos), entre outros.
Em média, a empresa faz cerca de 30 eventos por mês. Em geral, são festas infantis, casamentos, feiras, eventos corporativos e ações promocionais. Os valores variam conforme a duração e a estrutura do evento. O ticket médio somente do algodão-doce artístico é de R$ 2.860; o da empresa é de R$ 1.380.
Em 2025, a empresa faturou R$ 612 mil. O lucro não é divulgado. O algodão-doce (artístico e tradicional) representa 60% do faturamento.
Segunda fonte de renda. Alírio também ensina a técnica do algodão-doce artístico, por meio de cursos e mentorias em grupos ou individuais. Os preços variam de R$ 1.299 (compilado de aulas online) a R$ 20 mil (mentoria individual).
O algodão-doce me deu agenda, me deu tempo. Meu maior ativo é ter mais tempo para cuidar da minha filha. Esse é o meu case de sucesso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.