Educadora é afastada após sugerir biografias de Hitler e Mussolini
Após sugerir a leitura das biografias do nazista Adolph Hitler e do fascista italiano Benito Mussolini para diretores de escolas estaduais, a educadora de uma Unidade Regional de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Roselaine Batalha Silva, foi afastada.O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) disse, em nota, que a educadora participou de uma reunião on-line em 12 de agosto com diretores de escolas e falou que as biografias dos ditadores são “estimulantes“.“No geral é estimulante ler biografia mesmo dos maus.
Salazar na Espanha, Mussolini na Itália, Hitler.
Mein Kampf [Minha Luta], ‘Minha Vida’ do Hitler, é tão estimulante que se eu tirar o nome ele convence países, jovens e nós até hoje”, afirmou a dirigente aos gestores.
A dirigente também afirmou que Hitler era um “líder excepcional”, apesar de reconhecer o caminho seguido pelo ditador alemão.
“Mas a gente sabe qual era o caminho de Hitler, mas ele era um líder excepcional e isso ninguém pode negar.
Mas não foi dada uma coroa para ele, mas a quem foi dada a responsabilidade de fazer sobressair o melhor que há nos outros.
Esse é o meu diretor”, declarou na reunião.Depois disso, a entidade ingressou no Ministério Público de São Paulo (MPSP) com uma representação para que “sejam tomadas providências cabíveis em relação às palavras elogiosas a ditadores fascistas e nazistas”.A ação do sindicato foi tomada após denúncia da deputada estadual Professora Bebel (PT) nas redes sociais.A Secretaria de Educação (Seduc) determinou que Roselaine deixe de exercer sua função de educadora.
A pasta também instaurou uma apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações.“A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta”, pontuou a nota.
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