BTG Pactual vira a chave para o Brasil e aumenta exposição às ações
O BTG Pactual aumentou a exposição a Brasil e elevou a recomendação das ações brasileiras para overweight , equivalente à compra, nesta sexta-feira (16).
Em relatório, os estrategistas destacam que a Bolsa teve desempenho “muito superior” ao restante dos mercados latino-americanos nas últimas semanas, em meio às expectativas de que o resultado eleitoral abra caminho para uma política fiscal mais equilibrada nos próximos anos.
Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições, com uma vantagem de 2,2 milhões de votos sobre incumbente, o mercado aumentou a aposta de o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, em 25 de outubro.
Para efeitos de comparação, o índice brasileiro avançou 12% em dólares nos últimos 30 anos, o índice da Colômbia e do Peru subiram 1% cada, o mercado argentino caiu 6%, o chileno recuou 4% e o mexicano perdeu 0,5%.
A mudança de estratégia reforça a aposta de que uma possível reprecificação dos ativos brasileiros ainda pode ter espaço para avançar, caso as expectativas de melhora fiscal se traduzam em uma trajetória mais favorável para os juros e o custo de capital no país.
Os estrategistas do BTG Pactual destacam que a trajetória da dívida brasileira elevou significativamente o custo de capital do país nos últimos anos.
No entanto, as expectativas de uma política fiscal mais equilibrada fizeram as taxas reais de longo prazo recuarem cerca de 100 a 125 pontos-base desde o início de outubro.
“Acreditamos que essa compressão pode ser ainda maior caso as decisões corretas sejam tomadas na condução da política macroeconômica”, afirmam os estrategistas.
Com isso, a carteira do banco foi ajustada para refletir uma visão mais otimista sobre o Brasil, tanto em termos de exposição ao mercado quanto de sensibilidade dos ativos às oscilações das ações ( beta ).
Com a revisão, Brasil, Peru e Chile passam a ter recomendação overweight . A Argentina, por sua vez, foi rebaixada para neutra, juntando-se à Colômbia.
O México permanece como o único país com recomendação underweight , equivalente à compra.
A mudança de estratégia reforça a aposta de que uma possível reprecificação dos ativos brasileiros ainda pode ter espaço para avançar, caso as expectativas de melhora fiscal se traduzam em uma trajetória mais favorável para os juros e o custo de capital no país.
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