Operação mira grupo suspeito de fraudar R$ 4 milhões em serviços médicos em Nioaque
Município de Nioaque, a 165 km de Campo Grande.
TV Morena/+ Natureza O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação Auditus, que investiga um esquema de fraude em contratos de serviços médicos da Prefeitura de Nioaque (MS).
A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
Segundo o MPMS, a investigação identificou um grupo formado por agentes públicos e pessoas ligadas a empresas que teria fraudado licitações, simulado exames e consultas e desviado dinheiro dos cofres públicos.
O prejuízo estimado já ultrapassa R$ 4 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 As apurações começaram após suspeitas de irregularidades na contratação de uma empresa para oferecer consultas, exames e procedimentos médicos ao município.
Gastos aumentaram 1.713% De acordo com o Ministério Público, os gastos da Prefeitura de Nioaque com esses serviços aumentaram 1.713% entre 2022 e 2025, período em que, segundo a investigação, ocorreram as contratações consideradas fraudulentas.
O MPMS afirma ainda que 83% das consultas e exames pagos pelo município não teriam sido realizados.
Para justificar os pagamentos, o grupo teria usado documentos falsificados.
A investigação aponta que o esquema funcionava com o direcionamento de contratos, registro de serviços que não foram feitos e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Investigação começou em 2025 A primeira fase da Operação Auditus foi realizada em 1º de julho de 2025, quando foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito e Jardim.
Na época, o MPMS investigava suspeitas de fraude em licitações e na execução de contratos para a prestação de serviços médicos.
O possível prejuízo estimado inicialmente era superior a R$ 3 milhões, entre 2019 e 2024.
Após analisar o material apreendido na primeira fase e realizar novas diligências, os investigadores afirmam ter encontrado indícios de que o esquema era maior e continuava em funcionamento.
Além do prejuízo já identificado, o MPMS diz que o grupo estaria tentando levar o mesmo modelo de fraude para outros municípios de Mato Grosso do Sul.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.