Alan Rick terá que quebrar espelhos
Alan Rick é o maior desafio a ser superado por… Alan Rick.
Disparado, não há maior obstáculo a ser transposto que não seja o brilho e as cores do espelho em que o senador se vê .
As pesquisas feitas ao longo do ano foram inflando o ego do candidato a cada reedição, ao ponto de que, no período de articulação das chapas, a turma que o acompanha já ter sido contaminada pela vaidade do chefe.
É preciso dizer de forma clara: Alan Rick iniciou as articulações políticas para composição da chapa encarando a eleição como um incômodo protocolo.
Para ele, a eleição já estava ganha.
Seria questão de tempo.
Alan Rick nunca entendeu Mailza Assis Camelí como uma oponente à altura do capricho de sua barba.
Ele, um homem de mídia; o apresentador do programa mais prestigiado pela classe política local; o jovem que rapidamente aprendeu a percorrer com intimidade os meandros do regimento da Câmara dos Deputados; um jovem forjado nas belas letras, com publicações premiadas nacionalmente.
Como é que um itinerário desse quilate poderia sucumbir a uma oponente sempre dependente da sorte e das decisões de terceiros, alheias às urnas e ao povo? No entendimento de Alan, estava claro que o eleitor saberia perceber a diferença entre os dois e lhe conferiria o crédito de forma imediata.
Seria no primeiro turno.
Quando chegasse a campanha, então, seria o desfecho fatal.
O eleitor, danado que é, sabe mudar a posição do espelho de forma a exigir mais capricho para que se encontre o ponto focal.
O líder das pesquisas foi desidratando.
Finalizou o primeiro turno com 32,27% dos votos válidos.
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