CSD BR assume a liderança de mercado historicamente da B3
A CSD BR alcançou 52% do mercado brasileiro de swaps de balcão e passou a liderar o segmento, segundo a companhia.
É a primeira vez que a clearing supera a marca da metade em um mercado que a B3 concentrou por anos.
Swap de balcão é um contrato em que duas partes combinam trocar entre si os resultados de dois indicadores diferentes ao longo de um período, calculados sobre um valor de referência.
Uma empresa endividada em dólar, por exemplo, pode fechar um swap para receber a variação da moeda e pagar uma taxa em real, de forma que uma alta do dólar deixe de afetar seu caixa.
No vencimento, só a diferença entre as duas pontas é paga.
É o instrumento mais usado para proteção contra oscilações de juros, câmbio e índices, embora também sirva para tomar posição no mercado, e recebe o nome de balcão porque é negociado diretamente entre as partes, fora do ambiente de uma bolsa, ainda que precise ser registrado em uma infraestrutura autorizada.
A CSD BR atua no registro, depósito e liquidação de ativos financeiros e valores mobiliários.
Nos swaps, ela se beneficia da demanda das instituições financeiras por proteção contra oscilações de juros, moedas e índices, além da procura por estruturas de registro capazes de absorver esse volume.
Segundo a CSD, a operação contabiliza mais de R$ 22 trilhões em ativos registrados e, em 2026, mais de R$ 260 bilhões liquidados, com média diária de R$ 1,8 bilhão.
Fundada em 2018, a companhia foi somando autorizações do Banco Central, da CVM e da Susep.
Em dezembro de 2024, passou a operar como depositária central.
Neste ano, entrou no registro de compromissadas e lançou uma plataforma de negociação de CDBs.
O destino, já declarado, é a licença de bolsa, o que a colocaria diante da B3 no conjunto das atividades que a companhia reúne hoje, de negociação a custódia.
O avanço acontece enquanto o Cade examina a estrutura competitiva da infraestrutura de mercado no Brasil.
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