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170 mil é o piso? O que esperar para o Ibovespa após forte queda com vitória de Lula

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170 mil é o piso? O que esperar para o Ibovespa após forte queda com vitória de Lula

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu caminho para uma forte reprecificação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira (26), com queda que chegou a ser de mais de 17% para o Ibovespa e abaixo dos 170 mil pontos, mas as avaliações sobre os próximos passos do mercado divergem entre as casas de análise.

Enquanto bancos como JPMorgan, Morgan Stanley e BTG Pactual projetam um período de correção relevante para a bolsa, parte dos investidores argumenta que um eventual tombo do mercado pode criar oportunidades de compra para quem tem horizonte de longo prazo.

O consenso entre os estrategistas é que o rali eleitoral observado nas últimas semanas foi construído sobre a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro e de uma agenda econômica mais focada em ajuste fiscal.

Com a vitória de Lula, o mercado tende a desmontar essas posições, pressionando ações, câmbio e juros.

O BTG Pactual estima que o Ibovespa possa recuar para cerca de 170 mil pontos, o equivalente a uma queda de aproximadamente 17% em relação aos níveis anteriores ao resultado eleitoral.

O banco também projeta desvalorização de 10% a 15% do real, o que ampliaria as perdas da bolsa medida em dólar para perto de 30%.

Leia também Morgan Stanley vê dólar até R$ 5,60 e queda de 30% da Bolsa após reeleição de Lula Os estrategistas destacam que a principal preocupação passa a ser a trajetória das contas públicas JPMorgan: Ibovespa deve cair 20% e dólar ir a R$ 5,50 nos próximos dias após eleição Nesse contexto, ações domésticas mais sensíveis ao ciclo econômico brasileiro tendem a sofrer mais, enquanto exportadoras devem apresentar desempenho relativo superior, beneficiadas pela expectativa de desvalorização do real Já o JPMorgan chegou a traçar um cenário de queda de cerca de 20% para o índice nos próximos dias até a última sexta-feira, quanto o Ibovespa fechou a 205 mil pontos, enquanto o Morgan Stanley avalia que a correção pode variar entre 20% e 30%, caso os investidores passem a exigir um prêmio maior para financiar a dívida pública brasileira.

O principal fator por trás dessas projeções é a preocupação com a política fiscal.

Na avaliação das instituições, a continuidade do governo Lula reduz a expectativa de mudanças na condução das contas públicas, o que tende a elevar os juros de longo prazo e dificultar um ciclo mais agressivo de cortes da Selic.

Juros serão a chave para a bolsa Para os estrategistas, o desempenho do Ibovespa dependerá principalmente da trajetória dos juros reais nos próximos meses.

O BTG Pactual argumenta que a combinação entre câmbio mais fraco, expectativas de inflação desancoradas e dúvidas sobre o ajuste fiscal pode limitar a capacidade do Banco Central de reduzir os juros na velocidade esperada pelo mercado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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