O que as scale-ups brasileiras aprenderam sobre IA até agora?
Novo estudo da Endeavor Brasil foi comentado durante o Startup Summit 2026, em uma palestra mediada por Gustavo Brigatto, fundador do Startups, com a participação de Edson Rigonatti, partner da Astella, e Felipe Almeida, cofundador da Neospace (Imagem: Giulia Frazão/Startups) A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma promessa ou uma ferramenta em teste nas scale-ups brasileiras: 70% das empresas reorganizaram áreas ou times em resposta à tecnologia nos últimos 12 meses, enquanto 84% pretendem ampliar os investimentos no próximo ano.
Os dados são do estudo “Inteligência Artificial nas Scale-Ups Brasileiras: Entre a Experimentação e a Transformação” , feito pela Endeavor Brasil e apresentado nesta quinta-feira (27), durante o Startup Summit , no painel “IA em alto crescimento: o primeiro retrato real do Brasil”.
A conversa foi mediada por Gustavo Brigatto, fundador do Startups , com a participação de Edson Rigonatti, partner da Astella , e Felipe Almeida, cofundador da Neospace .
O levantamento, que ouviu 133 empreendedores de 125 empresas, mostra que a IA já está no centro de suas companhias, e 63% dizem que a tecnologia é usada de forma intensa da liderança à base.
Ao mesmo tempo, 51% ainda não têm nenhuma métrica de negócio atrelada à IA.
Em outras palavras, o medo de ficar para trás (também conhecido pelo termo “FOMO”) ajudou a colocar a IA na agenda e acelerar sua adoção.
Mas agora a discussão entre as scale-ups começa a mudar: mais do que provar que usam a tecnologia, as empresas precisam entender o quanto ela está integrada à operação e, principalmente, qual impacto é capaz de gerar no negócio.
A pergunta mudou Para a Endeavor , aquela pergunta genérica de “sua empresa usa IA?” está perdendo relevância.
O ponto agora é outro: se a inteligência artificial desaparecesse da operação hoje, algum processo vital deixaria de funcionar ou a empresa perderia apenas uma conveniência? A diferença é importante, já que usar IA para acelerar uma tarefa não significa necessariamente transformar o negócio.
A transformação, segundo o estudo, acontece quando a tecnologia deixa de ser incremental e passa a fazer parte da operação, exigindo mudanças em dados, arquitetura, integração de sistemas, governança e no próprio desenho dos processos e das funções dentro da empresa.
Os números mostram que esse processo está em andamento.
No índice criado pela Endeavor para medir a percepção dos empreendedores sobre a adoção, as empresas tiveram média de 7,2 em estágio de adoção e 7,4 na adoção interna pelos times.
Já a medição de impacto ficou em 7,0, com apenas 49% afirmando possuir uma métrica de negócio atrelada à IA.
O investimento foi a dimensão com menor pontuação, de 4,6.
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