Precisamos acabar com os títulos pós-fixados no Brasil
Antes tarde do que nunca.
Nas últimas semanas, jornais de negócios e economistas começaram a dedicar mais atenção à composição da dívida pública brasileira.
É uma boa notícia.
Durante muito tempo discutimos o tamanho da dívida, o déficit público, o resultado primário e a taxa de juros, mas muito menos uma característica bastante peculiar do nosso sistema financeiro: a enorme parcela da dívida pública remunerada pela própria taxa de juros da política monetária (Selic).
Essa é uma velha jabuticaba brasileira.
No início dos anos 2000, mais da metade da dívida mobiliária federal estava vinculada à Selic.
Em alguns momentos, essa participação chegou perto de 60%.
Depois fizemos um movimento importante na direção contrária.
Ao longo dos anos seguintes, a participação dos títulos vinculados à Selic caiu de forma significativa, chegando a aproximadamente 20% em meados da década passada.
Desde então, porém, fizemos boa parte do caminho de volta.
Atualmente, aproximadamente metade da dívida está novamente vinculada à Selic.
E há uma diferença importante.
Isso ocorre agora com uma dívida pública muito maior em relação ao PIB.
O problema, portanto, não é apenas o tamanho da dívida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.