Touca antifrizz feita pela avó virou negócio que fatura R$ 60 mil ao mês
Depois de uma transição capilar, Ana Aleixo, 28 anos, começou a pesquisar sobre toucas de cetim para cuidar melhor dos seus cabelos cacheados à noite. Como não encontrou nada de qualidade no mercado, pediu para a avó Tida que fizesse uma para ela. "O cetim, por não ser um tecido poroso e ter superfície lisa e brilhosa, evita o frizz durante a noite", explica Ana. Ela usou, gostou e postou nas redes. As amigas viram e começaram a pedir o produto, e Ana enxergou ali uma oportunidade de negócio. "Apesar de ser um produto popular no mercado, é difícil achar um de qualidade. Normalmente, encontramos toucas muito pequenas, sem ajuste e com um cetim muito ruim, quase descartáveis. Eu sentia falta disso. É um produto que usamos por cerca de oito horas por dia, diariamente. Então, é importante que seja o melhor possível", diz.
Em 2020, Ana Aleixo criou a Cetim-tim, em Anápolis (GO). A marca hoje tem outros produtos feitos de cetim e fatura de R$ 50 mil a R$ 60 mil por mês.
A touca de cetim antifrizz com elastano foi o primeiro produto da marca. São quatro tamanhos diferentes de toucas para atender todos os volumes de cabelos. O preço médio é de R$ 39.
A marca tem outros produtos no portfólio. São fronhas antifrizz, toucas difusoras (elas têm um 'braço' para colocar o secador, e o ar fica concentrado dentro da touca, secando os cabelos com muita rapidez), robes, pijamas e acessórios, como frufrus para prender o cabelo, faixas e tapa-olhos. A fronha antifrizz (preço médio de R$ 45) e a touca difusora (R$ 59) são os produtos mais vendidos. Todos os produtos são feitos de cetim com elastano, com exceção dos pijamas, que são confeccionados com cetim gloss (um tecido mais leve e macio).
O produto de maior valor é o Robe La Prometida. Foi lançado em parceria com a estilista Talitah Sampaio, do perfil Sampaio Girls, no Instagram. "É um robe longo, bastante elaborado, com dois tipos de renda, é confeccionado em toque de seda com elastano, um tecido muito macio e confortável", diz Ana. Ele custa R$ 290. Os frufrus são os mais baratos (R$ 17 cada).
Talitah Sampaio trouxe mais visibilidade à marca. Ana diz que a parceria, firmada em 2025, ampliou muito o público da Cetim-tim (a marca ganhou cerca de 50 mil seguidores em sua conta no Instagram ) e a linha de produtos (hoje, 60% dos produtos do site são em collab com a Sampaio Girls).
"Temos um match criativo muito especial. A marca já tinha uma identidade mais vintage e, com a chegada da Talitah, começamos a criar campanhas com universos próprios e peças cada vez mais marcantes. São peças com inspiração vintage, ricas em rendas, babados e detalhes", afirma.
O principal canal de vendas é o site próprio. A marca também vende suas peças no Mercado Livre e na Shopee. O público da Cetim-tim é formado principalmente por mulheres entre 20 e 50 anos. O ticket médio é de R$ 230.
Toda a produção é própria, feita em Goiânia (GO). "Mudamos para Goiânia há dois anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.