Preço do petróleo sobe após novas ameaças dos EUA ao Irã
Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira (14), impulsionados pelo endurecimento da postura dos Estados Unidos em relação ao Irã, com Washington sugerindo a possibilidade de um isolamento econômico sem precedentes da república islâmica.
O preço do Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 1,67%, a 88,52 dólares o barril.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em setembro, subiu 1,42%, a 82,40 dólares o barril.
Na quinta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ameaçou Teerã com "uma combinação de isolamento econômico sem precedentes e a continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz, que impedirá a entrada e a saída de mercadorias dos portos iranianos".
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse, por sua vez, que o bloqueio dos portos iranianos poderia ser mantido "pelo tempo que for necessário". "Não há data limite", acrescentou.
Em questão de dias, o panorama mudou. No começo de agosto, Washington tinha anunciado um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz, o que provocou uma queda nos preços do petróleo.
"Estados Unidos e Irã seguem fazendo afirmações contraditórias sobre o controle do estreito e o estado do tráfego marítimo por esta via", disse David Morrison, analista da Trade Nation.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou recentemente que "quase 9 milhões de barris diários" saem do Golfo Pérsico através de Ormuz.
"Isso representa aproximadamente o dobro do petróleo do que estima a maioria dos analistas independentes, que monitoram o tráfego no estreito", afirmou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.
Mas estes dados "são discutíveis", disse Norman Liebke, do Commerzbank. No entanto, o analista destaca que são muitas as embarcações que navegam pela área com o transpondedor desligado, o que complica seu rastreamento.
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