Depois da “porrada insana” na Bolsa, Verde ainda vê oportunidades no Brasil – mas um detalhe pode ameaçar esse otimismo
A disparada dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições não esgotou as oportunidades de ganho, na avaliação da Verde Asset , de Luis Stuhlberger.
A gestora vê na possibilidade de uma mudança na política fiscal um cenário favorável à Bolsa e à queda dos juros, mas alerta que a alta das taxas de longo prazo no exterior pode ameaçar o apetite por risco.
No relatório gerencial referente a setembro, que também incorpora uma análise da reação dos mercados ao resultado eleitoral de outubro, a casa afirma que a valorização dos ativos veio acompanhada de uma redução dos riscos.
“Embora os preços tenham se movido significativamente, o risco hoje também é muito menor”, escreve a gestora.
O otimismo está ligado à perspectiva de substituir a combinação que a Verde descreve como “acelerador fiscal com freio monetário” por uma política mais contida nas contas públicas, capaz de permitir uma redução maior dos juros.
Esse cenário ganha força, segundo a casa, diante da baixa participação de investidores brasileiros e estrangeiros em ativos de maior risco – o que poderia abrir espaço para novas entradas de recursos.
Mais exposição à Bolsa antes da arrancada de outubro A Verde informa que aumentou marginalmente a exposição à renda variável brasileira em setembro no fundo multimercado.
O movimento antecedeu a disparada da Bolsa após o primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva .
O Ibovespa avançou 7,7% na segunda-feira (5), primeira sessão após a votação.
No mesmo dia, as taxas de juros de dez anos recuaram cerca de 1,35 ponto percentual, enquanto o real se valorizou 4,2%.
O aumento da exposição a ações colocou o fundo em posição para aproveitar a arrancada da Bolsa nos primeiros dias de outubro.
A própria gestora afirma que se beneficiou dos movimentos posteriores à eleição, embora não detalhe o tamanho desse ganho nem a contribuição específica das ações brasileiras.
A estratégia também dá continuidade à visão que Stuhlberger havia apresentado antes da votação.
Em declaração publicada pelo Money Times , ele afirmou: “Se o Flávio ganha, eu acho que vai ser uma porrada insana na Bolsa”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.