Rali pós-eleição perde força? O fator que deve definir próximos passos da bolsa e do dólar
Rali pós-eleição perde força? Fiscal deve definir próximos passos dos ativos brasileiros O bom desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas urnas no primeiro turno das eleições, assim como o de candidatos alinhados a ele nas disputas para o Congresso, foi recebido com entusiasmo pelo mercado, avalia a Capital Economics .
A consultoria considera que, em caso de vitória de Flávio no segundo turno, isso teria várias implicações macroeconômicas, com a primeira sendo uma mudança da política fiscal brasileira.
Na última semana, até a quinta-feira (8), a consultoria destaca que o Ibovespa (IBOV) acumula alta de mais de 6%, enquanto o real se valorizou 4% em relação ao dólar e o rendimento dos títulos públicos brasileiros de dez anos em moeda local caiu mais de 100 pontos-base.
“Esses movimentos são semelhantes à reação observada após o primeiro turno das eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro (pai de Flávio) teve um bom desempenho, embora as ações tenham apresentado uma valorização ainda maior desta vez”, observa a Capital Economics.
Fiscal segue ditando humor do mercado Em uma análise recente, a consultoria viu em que medida os ativos brasileiros tiveram desempenho superior ou inferior ao esperado após as duas eleições anteriores.
“Com base nesses parâmetros e nos movimentos observados até agora nos mercados financeiros — tanto antes da eleição, à medida que Flávio avançava nas pesquisas, quanto nesta semana —, a maior parte das notícias positivas já parece estar incorporada aos preços no mercado de câmbio e no mercado acionário”, avalia.
Com isso, a expectativa da Capital Economics é de que ainda pode haver espaço para novas quedas nos rendimentos dos títulos públicos em moeda local, uma vez que o Banco Central (BC) tem margem para prolongar o ciclo de redução dos juros.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, a consultoria lembra que os rendimentos dos títulos de dez anos caíram mais 100 pontos-base nos dois a três meses seguintes à confirmação de sua vitória presidencial, em 2018.
“No entanto, para sustentar a alta dos mercados financeiros brasileiros e provocar novas quedas nos rendimentos dos títulos, será necessária uma ação fiscal concreta “, reitera no relatório.
Além disso, a imprensa tem noticiado a possibilidade de apresentação de uma proposta de emenda constitucional após a eleição, mas antes da posse presidencial, em 5 de janeiro, prevendo cortes de gastos de R$ 200 bilhões (cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto ).
Para a Capital Economics, uma medida desse tipo certamente seria bem recebida pelo mercado.
“Os detalhes, porém, continuam preocupantemente escassos.
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