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R$ 3,2 bi: Petrobras domina leilões da ANP e faz aposta em Campos e novas fronteiras

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R$ 3,2 bi: Petrobras domina leilões da ANP e faz aposta em Campos e novas fronteiras

A Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) saiu como a principal protagonista dos leilões de petróleo e gás realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7), em uma ofensiva que reforçou principalmente a exposição da companhia à Bacia de Campos, ao mesmo tempo em que adicionou novas apostas no pré-sal e na Margem Equatorial.

Nos dois certames, o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão e o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, o governo levantou aproximadamente R$ 3,54 bilhões em bônus de assinatura.

Desse montante, a Petrobras comprometeu cerca de R$ 3,22 bilhões, ou aproximadamente 91% do total.

O desembolso equivale a cerca de 0,44% do valor de mercado da estatal, segundo cálculos da XP.

No total, foram 21 blocos para a Petrobras, sendo 19 na rodada de concessão e outros dois na rodada de partilha.

A XP avalia que as novas áreas acrescentam opcionalidade futura às companhias vencedoras, mas não representam alocação de capital material no curto prazo.

O Morgan Stanley também ressalta que o compromisso da estatal, de quase US$ 600 milhões apenas nos 12 blocos de Campos, aponta para uma renovação do interesse exploratório em uma bacia que perdeu espaço relativo para o pré-sal de Santos ao longo da última década.

Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa tenta manter os 207 mil pontos, com PETR4 Bolsas dos EUA recuam com forte alta do petróleo e preocupações com a inflação Segundo os analistas, Campos continua sendo parte importante do portfólio de exploração da empresa, mesmo enquanto a companhia avança em novas fronteiras, como a Foz do Amazonas.

Bacia de Campos concentra grande aposta O principal movimento da Petrobras ocorreu no leilão sob regime de concessão.

A companhia garantiu 19 blocos e comprometeu R$ 2,99 bilhões em bônus, equivalentes a 0,4% de seu valor de mercado.

Foram 12 blocos na Bacia de Campos, com participação de 100%, e sete na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, em consórcio com a QatarEnergy, no qual a estatal tem 70%.

Quatro blocos de águas ultraprofundas em Campos concentraram nada menos que R$ 2,766 bilhões, ou cerca de 93% de todo o compromisso da empresa nessa rodada.

Os valores oferecidos chegaram a representar cerca de 196 vezes a soma dos bônus mínimos desses quatro ativos.

A competição, porém, foi limitada: o consórcio TotalEnergies/QatarEnergy foi o único adversário e apresentou ofertas bastante inferiores às da estatal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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