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“Efeito Teflon”? Lula resiste nas pesquisas após notícias sobre Lulinha e Marcola

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“Efeito Teflon”? Lula resiste nas pesquisas após notícias sobre Lulinha e Marcola

O avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a proximidade de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, com lobistas envolvidos no esquema do INSS, aumentou a pressão política sobre a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até agora, porém, o noticiário negativo não produziu uma queda abrupta do presidente nas pesquisas de intenção de voto.

O primeiro Datafolha realizado desde o início oficial da campanha mostra Lula com 39% no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL) .

Em uma eventual segunda rodada, o petista marca 47% e o senador, 43%, uma diferença de quatro pontos percentuais, no limite do empate técnico considerando a margem de erro.

Os números não permitem afirmar que as investigações não tiveram efeito eleitoral.

Pesquisas medem a fotografia do momento e não isolam o impacto de um episódio específico.

O resultado, contudo, indica que a sucessão de notícias ainda não provocou uma ruptura relevante na base de votos de Lula.

Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo Essa resistência já vinha sendo apontada por analistas antes da divulgação do Datafolha.

Para Leopoldo Vieira, da Idealpolitik, o comportamento pode ser explicado pelo chamado “efeito Teflon”, expressão usada para definir lideranças que atravessam crises ou acusações sem perder, na mesma intensidade, o apoio de seu eleitorado.

“Na prática, isso sugere a vigência do chamado ‘efeito Teflon’ em benefício do incumbente”, afirma Vieira.

Segundo ele, o conceito descreve figuras públicas cuja imagem mantém resistência diante de escândalos ou controvérsias.

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A eleição já parte de bases eleitorais relativamente consolidadas em torno de Lula e Flávio, o que diminui a quantidade de eleitores disponíveis para mudanças rápidas de preferência.

Em edição recente do programa, Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva, observou que o ritmo de absorção dos acontecimentos pelo eleitor costuma ser diferente daquele do mercado e do noticiário.

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