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Gestores pedem regulação dos ETFs ativos

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Gestores pedem regulação dos ETFs ativos

Gestores de ETF, fundos negociados em bolsa que acompanham um indicador do mercado, estão com uma grande expectativa de que os ETFs ativos passem a ser permitidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.

Nesses fundos, o gestor profissional procura superar o desempenho de um índice de referência em vez de apenas acompanhá-lo.

“Os ETFs não são produtos, são veículos, e isso ficará mais claro quando acontecer uma flexibilização regulatória para os ETFs ativos no Brasil”, afirmou Cristiano Castro, diretor da BlackRock no Brasil, em um encontro sobre ETFs realizado em São Paulo peça S&P Dow Jones Indices e pela B3 nesta quarta-feira (28).

Na análise dele, os ETFs ativos foram uma grande transformação do setor nos Estados Unidos e mais mercados tendem a acompanhar essa evolução.

Castro destacou que, nos EUA, fundos de investimentos tradicionais estão virando ETFs ativos.

A expectativa do diretor da BlackRock no Brasil é que a CVM permita o lançamento desses fundos no Brasil no ano que vem.

“Quando acontecer uma mudança regulatória no próximo ano, o investidor não vai mais precisar perguntar se existem determinados fundos nas plataformas, porque eles serão negociados em bolsa”, disse.

“Após a mudança regulatória, não precisaremos mais ter uma síndrome de cachorro de rua, de que estamos sempre anos atrás dos Estados Unidos.

Diminuiremos a distância dos mercados desenvolvidos”, acrescentou.

Andrés Kikuchi, diretor executivo de investimentos da Nu Asset Management, também está esperançoso que o debate sobre os ETFs ativos avance.

Na avaliação dele, esses fundos não vão substituir os ETFs que acompanham indicadores de mercado, mas sim complementá-los.

“Vão existir gestoras que usam ETFs que acompanham indicadores e também ETFs ativos com estratégias de nicho, que procuram um retorno maior.

Não serão mais apenas os fundos multimercados que vão fazer alocação, o investidor vai poder escolher”, afirmou.

Conforme Cauê Mançanares, CEO e co-fundador da Investo, o Brasil está 15 anos atrás dos Estados Unidos em investimentos, mas não precisa demorar mais tanto tempo para chegar onde os EUA estão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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