Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões: primeiro túnel imerso da América Latina será instalado no leito do canal entre Santos e Guarujá
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Entre Santos e Guarujá , apenas cerca de 400 metros de água separam as duas margens, mas cruzar de uma cidade à outra pode exigir balsa, fila ou um longo contorno rodoviário. Um projeto de R$ 6,8 bilhões pretende mudar essa rotina com uma solução inédita na América Latina: montar grandes módulos de concreto e instalá-los sob o canal do Porto de Santos.
O túnel será construído em grandes módulos de concreto produzidos fora da água e depois imersos no canal. A técnica é diferente de escavar todo o caminho com uma máquina subterrânea.
Os elementos serão fabricados em uma doca seca. Depois, o local será inundado para que cada módulo flutue e possa ser rebocado até a posição correta. Uma vala preparada no leito receberá as peças, que serão afundadas de forma controlada, conectadas e protegidas antes da instalação dos sistemas internos.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresenta o empreendimento como o primeiro túnel imerso da América Latina.
A ligação terá aproximadamente 1,5 km, com cerca de 870 metros instalados sob o canal portuário. O projeto combina tráfego rodoviário, transporte coletivo, circulação de pedestres e ciclistas na mesma travessia.
A imersão dos grandes elementos de concreto está prevista para 2029. Antes disso, o contrato passa por etapas de projeto, preparação de canteiros, construção da doca seca e dragagens necessárias para receber a estrutura.
O cronograma publicado pelo Governo de São Paulo divide a execução em fases bem definidas:
A ligação fixa deve reduzir uma viagem que hoje pode levar dezenas de minutos para menos de 5 minutos. O túnel também cria uma alternativa permanente às balsas sem construir uma ponte sobre o canal de acesso ao porto.
O canal é a principal entrada marítima do Porto de Santos, e uma ligação imersa evita colocar uma estrutura elevada sobre a rota dos navios. Isso permite criar uma travessia fixa entre as cidades sem limitar a navegação portuária.
O projeto também precisa atender uma região com forte movimento urbano e logístico. Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo , a concessão terá prazo de 30 anos e aporte público de aproximadamente R$ 5,14 bilhões .
O contrato com a Mota-Engil foi assinado em 28 de janeiro de 2026 . O ano atual é dedicado aos projetos e à preparação. A transformação mais visível começa a partir de 2027, mas será em 2029 que os grandes módulos deverão descer ao canal e formar, peça por peça, a primeira travessia imersa desse tipo na América Latina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.