Taxa das blusinhas: imposto de 20% pode voltar a valer em 9 de setembro
A cobrança federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 pode voltar a valer a partir de 9 de setembro caso o Congresso não aprove, até lá, a medida provisória que suspendeu a chamada “taxa das blusinhas”.
O prazo ganhou peso nesta quarta-feira (12), depois que a instalação da comissão mista responsável por analisar a MP foi adiada por falta de acordo entre os líderes do Congresso sobre quem comandará o colegiado.
A medida foi publicada em 12 de maio e permitiu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, reduzir a zero a alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas internacionais de pequeno valor.
Como toda medida provisória, o texto entrou em vigor imediatamente, mas depende de aprovação da Câmara e do Senado para continuar valendo.
Neste caso, o prazo termina em 8 de setembro.
Se não houver votação dentro desse prazo, Durigan perde a autorização concedida pela MP e a alíquota de 20% volta a ser aplicada às compras de até US$ 50, a menos que outra norma seja aprovada antes.
Leia também Maioridade penal aos 16 anos? Entenda o que muda na proposta analisada pela Câmara PEC cria exceção para adolescentes de 16 e 17 anos em crimes hediondos e casos de crueldade extrema Relação entre Lula e Alcolumbre ‘está destravada’, diz ministro após reunião Segundo José Guimarães, a conversa foi “bem aberta” e representou um “passo gigantesco” para a relação do governo com Alcolumbre Tramitação ainda está no começo A proximidade do prazo preocupa o governo porque a proposta ainda precisa percorrer várias etapas no Congresso.
A comissão mista de deputados e senadores terá de ser instalada, analisar o texto e aprovar um parecer.
Depois disso, a MP segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado.
Caso os senadores façam alterações no texto aprovado pelos deputados, a proposta precisa voltar à Câmara.
O calendário eleitoral reduz ainda mais o espaço para essa tramitação.
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, reservou dois períodos de esforço concentrado antes da eleição: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na terça-feira que a análise precisa ocorrer nas próximas semanas para evitar o retorno da cobrança.
Antes do recesso, Alcolumbre se reuniu com representantes do varejo contrários à medida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.