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Política

Anfitrião de Tarcísio em Osasco teve R$ 1,2 milhão bloqueados por improbidade administrativa

Revista Fórum ·
Anfitrião de Tarcísio em Osasco teve R$ 1,2 milhão bloqueados por improbidade administrativa

O ex-prefeito de Osasco Rogério Lins (Podemos), candidato a deputado estadual, teve R$ 1,2 milhão bloqueados pela Justiça Federal cerca de três semanas antes de receber o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em um evento de campanha no município.

A decisão envolve uma ação de improbidade administrativa que investiga possíveis irregularidades em contratos de ambulâncias durante a pandemia de Covid-19 .

O bloqueio foi determinado pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Osasco e também atingiu outros dois investigados.

O processo tramita sob segredo de Justiça e ainda não teve uma decisão definitiva.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) , uma perícia apontou uma elevação expressiva nos valores pagos pelos serviços entre 2019 e 2021.

O custo mensal de cada ambulância teria aumentado de R$ 12,5 mil para R$ 35 mil.

Para o MPF, a diferença resultou em um possível superfaturamento estimado em R$ 1,2 milhão.

Os contratos relacionados ao serviço também foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) .

Procurado para comentar o bloqueio e a ação judicial, Rogério Lins não respondeu.

Candidato já foi preso em operação sobre funcionários fantasmas O ex-prefeito também já foi alvo de uma investigação relacionada a um esquema de funcionários fantasmas e suposta prática de rachadinha em Osasco.

Em dezembro de 2016, o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Caça-Fantasmas para investigar um esquema envolvendo assessores de vereadores.

Segundo estimativa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Osasco, os desvios poderiam chegar a R$ 21 milhões.

Lins estava entre os 14 vereadores presos durante a operação.

Na época, a prisão ocorreu poucas semanas antes da posse como prefeito de Osasco.

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