Harvard pagará R$ 273 mi a famílias de cadáveres vendidos no mercado ilegal por ex-funcionário
No início deste mês de agosto, a Escola de Medicina de Harvard anunciou que pagará US$ 53 milhões (cerca de R$ 273 milhões) para encerrar ações coletivas movidas por familiares de doadores de corpos cujos restos mortais foram roubados e vendidos no mercado ilegal pelo ex-gerente do necrotério da instituição.
Segundo informa a agência Associated Press (AP), a decisão foi anunciada em uma uma carta à comunidade, redigida pelos decanos da faculdade, George Q.
Daley e Bernard S.
Chang.
O documento classifica as ações do ex-gerente, Cedric Lodge, como "desprezíveis, abomináveis e uma flagrante traição aos valores da comunidade médica".
Além disso, o documento afirma que as ações de Lodge não refletem "a reverência" que Harvard têm "pelos indivíduos altruístas que doam seus corpos sem interesses”.
Por fim, eles reafirmam sentirem profunda tristeza e empatia pelas famílias dos doadores.
Investigação e condenação Os processos sobre as vendas foram movidos por 47 familiares de pessoas cujos restos mortais foram foram doados para fins de pesquisa e educação.
Em vez disso, uma acusação feita em 2023 indica que os os cadáveres teriam sido maltratados e colocados à venda.
Como resultado, Harvard pagará dois fundos de indenização coletiva.
A instituição afirmou que tentou identificar as famílias dos doadores, cruzando as informações com registros que mostravam quando os restos mortais foram enviados para cremação no período em que Lodge estava no campus.
Contudo, não foi possível determinar com precisão quais restos mortais foram roubados.
O que se sabe é que as doações à Faculdade de Medicina aconteceram entre 1º de janeiro de 2018 e 31 de março de 2023.
No ano passado, Lodge foi condenado a oito anos de prisão por roubar e vender partes de corpos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.