Fundos listados estão baratos? BTG vê janela de entrada após queda e indica em quais investir
Os fundos listados em bolsa atravessam um período conturbado em 2026.
Pressionados pelo cenário de juros elevados, pelas incertezas fiscais e pela proximidade das eleições, diferentes segmentos acumulam perdas no ano, movimento que se intensificou em agosto.
Para se ter uma ideia, o Ifix , principal índice de fundos imobiliários da B3, acumula queda de 3,7% no mês e de 2,5% no ano.
Entre os FIIs de tijolo, o desempenho é ainda pior: as perdas chegam a 4% em agosto e 4,3% em 2026.
O movimento contrasta com o mercado de ações, que, apesar de enfrentar um mês também negativo, de -3,44%, ainda sustenta alta de pouco mais de 7% no acumulado do ano.
Para o BTG Pactual, porém, a correção dos fundos abriu uma nova janela de entrada.
Os descontos aumentaram e os rendimentos ficaram mais atraentes, com dividend yields que chegam perto de 17%, dependendo da classe.
Os Fiagros , por exemplo, negociam em média a 0,81 vez o valor patrimonial, com dividend yield de 17,2% nos últimos 12 meses.
Nos FI-Infra , os números são de 0,93 vez e 14,6%, respectivamente.
Já o Ifix negocia a 0,84 vez o valor patrimonial, com retorno em dividendos de 12,3%.
Na avaliação do banco, boa parte do pessimismo já foi incorporada às cotações.
“Os preços atuais já incorporam uma parcela relevante dos riscos macroeconômicos e criam uma assimetria mais favorável para investidores com horizonte de médio e longo prazo”, afirmam os analistas do BTG, em relatório divulgado nesta terça-feira (25).
Por que os fundos estão caindo? Segundo o BTG, a fraqueza das cotas está mais relacionada à percepção de risco macroeconômico e à mudança no fluxo de investidores do que a uma piora generalizada dos fundamentos.
Os juros elevados atuam em duas frentes: tornam a renda fixa relativamente mais atraente e aumentam a taxa de desconto utilizada para calcular o valor dos fluxos futuros dos fundos.
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