'Aposto muito no contrato de concessão da Sabesp', diz Tarcísio ao defender privatizações em evento com empresários em SP
Governador e candidato à reeleição em SP, Tarcísio de Freitas, em evento na Zona Sul.
João de Mari/g1 O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta terça-feira (18) a privatização da Sabesp e a ampliação das concessões à iniciativa privada em áreas de infraestrutura do estado, durante a 27ª Conferência Anual do Santander Brasil, realizada na Zona Sul da capital.
No evento, que reuniu empresários e investidores, ele afirmou que aposta no contrato de concessão da companhia para acelerar a expansão do saneamento e também citou novas linhas de metrô e rodovias como setores em que pretende ampliar a participação privada (leia mais abaixo).
Tarcísio disse que os 371 municípios atendidos pela Sabesp deverão ter os serviços de saneamento universalizados até 2029, quatro anos antes do prazo previsto no marco legal do saneamento.
“Eu aposto muito no contrato de concessão da Sabesp”, afirmou o governador.
A defesa do modelo ocorre em meio a reclamações de consumidores sobre os serviços prestados pela Sabesp desde a desestatização da companhia, incluindo queixas sobre problemas no abastecimento, vazamentos e atendimento.
A empresa também passou por reajustes tarifários no período, o que aumentou a cobrança dos consumidores.
A atuação da companhia é fiscalizada pela Arsesp, que informou ter realizado mais de 1,1 mil ações de fiscalização desde a privatização, em julho de 2024 (leia mais abaixo).
Agora no g1 Ao defender os investimentos da companhia, Tarcísio disse que o saneamento básico é pouco discutido e afirmou que a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros depende da expansão da coleta e do tratamento de esgoto.
“É engraçado que o saneamento não tem glamour.
A gente fala de saneamento e tem muito pouca repercussão”, disse.
O governador afirmou que, antes de investimentos recentes, municípios da Grande São Paulo tinham índices muito baixos de tratamento de esgoto.
Citou Guarulhos, segunda maior cidade do estado, e afirmou que o município tratava apenas 2% do esgoto.
Também mencionou Franco da Rocha, Francisco Morato e Cajamar.
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