Após greve, Alesp aprova projeto para absorver funcionários da CPTM afetados pela concessão das linhas 11, 12 e 13
Houve uma briga entre passageiros e seguranças da CPTM.
Uma mulher que aguardava transporte ajudou a separar os envolvidos.
Reprodução/TV Globo A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que autoriza a transferência de empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afetados pela concessão de linhas à iniciativa privada para órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta do estado.
A proposta, de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi enviada ao Legislativo após acordo que encerrou a greve dos ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no início de agosto.
A aprovação do projeto era uma das principais reivindicações da categoria durante a paralisação.
Agora, o texto segue a sanção de Tarcísio.
Durante a votação na Alesp, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL), que havia apresentado proposta semelhante em 2025, agradeceu aos trabalhadores pela mobilização.
"Quero agradecer aos ferroviários do estado de São Paulo por me darem, e para todo mundo, uma lição que eu tinha lido nos livros de história de que quando a classe trabalhadora decide, ela que escolhe", afirmou.
O que prevê o projeto Na prática, o projeto autoriza a absorção de empregados da CPTM que atuam nas linhas concedidas à iniciativa privada por órgãos e entidades da administração pública estadual.
A versão encaminhada pelo governo incluiu também os trabalhadores da Linha 10-Turquesa, que permanece sob gestão da CPTM, no caso de uma desestatização futura.
Segundo os números apresentados na audiência, a Linha 10 reúne 2.171 empregados, enquanto as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade somam 2.477 trabalhadores.
Na ocasião, a CPTM informou que todos os empregados permaneceriam vinculados aos quadros da companhia e que, futuramente, poderiam ser absorvidos por outros órgãos e entidades da administração pública, conforme previsto no projeto.
A paralisação foi encerrada depois que os trabalhadores aprovaram, em assembleia, a proposta apresentada durante audiência de conciliação — dos 157 funcionários que participaram da votação, 131 votaram pelo encerramento da greve e 26 foram contrários.
Pela ata da audiência, além do envio do projeto à Alesp, ficou definido que os termos do acordo seriam incorporados ao acordo coletivo de trabalho, a ser juntado ao processo até esta quarta-feira (19), data em que foi marcada uma nova audiência.
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