China deve retomar compras de carne brasileira entre outubro e novembro, avalia Abiec
Foto: Abiec As exportações de carne bovina brasileira para China devem ser retomadas entre meados de outubro e novembro, com foco no abastecimento da cota de importação de 2027.
A expectativa é de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Em entrevista durante café da manhã com jornalistas promovido pela Abiec e pela Datagro nesta quinta-feira (17), na sede da associação, em São Paulo, Perosa explicou que frigoríficos e compradores precisam considerar o período entre a produção no Brasil, o embarque e a chegada da carne ao mercado chinês.
“Agora chega o momento em que vão começar as novas negociações.
Isso deve se intensificar a partir de novembro, para que haja a produção e o envio para a China e, com o tempo de trânsito entre o Brasil e a China, chegue no momento adequado lá em janeiro”, afirmou.
Segundo o presidente da Abiec, o objetivo é que as cargas possam ser desembaraçadas já dentro do novo período da cota chinesa.
“Meados de outubro, novembro, a gente começa essas negociações para começar a voltar a vender à China”, acrescentou.
Retomada das exportações para União Europeia Outro mercado no radar da indústria brasileira é a União Europeia.
Segundo Perosa, representantes de diferentes elos da pecuária desenvolveram um novo protocolo para atender às exigências do bloco europeu.
A iniciativa envolve a Abiec, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representantes das certificadoras.
O protocolo já foi validado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e, de acordo com Perosa, está em andamento.
“O Brasil, dentro dos elos da cadeia da pecuária, a associação da indústria, a Abiec, junto com a CNA, também com a associação das certificadoras, desenvolveu um protocolo conjunto e o Mapa validou esse protocolo e publicou.
Então, já há um protocolo em andamento e nós estamos vendo bons sinais”, disse.
O presidente da Abiec citou como sinal positivo avaliações recentes realizadas pela União Europeia no Brasil em outras cadeias de proteína animal e alimentos.
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