Exportações de carne bovina caem 25,5% em agosto, mas acumulado do ano ainda é positivo
Foto: Abiec O volume de carne e subprodutos do abate de bovinos, incluindo a proteína industrializada, apresentou queda de 25,56% nas exportações em agosto deste ano ante o mesmo mês de 2025, atingindo 267,34 mil toneladas.
Já a receita com os embarques teve redução de 16,11% no período, totalizando US$ 1,399 bilhão, conforme informações compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), baseadas em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O resultado do mês de agosto refletiu principalmente o esgotamento da cota de exportações da carne bovina brasileira para o mercado chinês, de 1,106 milhão de toneladas, sendo que as vendas acima desse volume são sobretaxadas em 55%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações do setor alcançaram US$ 12,957 bilhões, com um crescimento de 19,55% em comparação ao mesmo período de 2025.
Em termos de volume, a queda no período foi tímida, de 1,14%, para 2,387 milhões de toneladas.
Principais compradores da carne brasileira A China se manteve como principal compradora externa da carne bovina brasileira nos primeiros oito meses do ano.
No total, o país asiático foi responsável por aquisições de US$ 5,438 bilhões, com um aumento de 9,43%.
Em volume, as vendas para a China apresentaram queda de 7,9%, para 873 mil toneladas.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Considerando apenas o mês de agosto, as vendas de carne bovina in natura para o mercado chinês recuaram 89,62% em receitas, para US$ 92 milhões, e 89,82% em volume, para 16 mil toneladas, frente a agosto de 2025.
Com o esgotamento da cota de exportações do Brasil para o gigante asiático, a expectativa é de que as vendas para lá sejam retomadas a partir de novembro, para contabilização na cota de 2027.
Os Estados Unidos, que se consolidaram como o segundo maior importador da carne bovina brasileira, ganham impulso extra com a nova cota, de até 300 mil toneladas, livre do imposto alfandegário de 26,4%, destinada a outros países (que não dispõem de parcela específica no mercado norte-americano).
A medida tem validade a partir deste mês de setembro e será subdividida em cotas mensais de até 100 mil toneladas, com validade até novembro de 2026.
A Abrafrigo acredita que o Brasil deve ser o maior beneficiário dessa concessão tarifária dos Estados Unidos, o que contribuirá para atenuar os efeitos do esgotamento da cota de exportações para a China nos meses de setembro a novembro de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.