El Niño, dólar e geopolítica: os desafios da safra 26/27 de soja
Foto: Pixabay A margem da safra 2026/27 de soja está mais apertada para o produtor.
Para Mauro Osaki, pesquisador do Cepea , três fatores devem ter peso importante no resultado financeiro da temporada: o comportamento do câmbio, os efeitos do El Niño sobre o clima e os impactos dos conflitos geopolíticos sobre os custos de produção.
“Poderíamos colocar esses três como os de maior peso hoje”, afirma.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! O câmbio aparece como uma das principais variáveis para a formação do preço da soja no mercado brasileiro.
Hoje, a referência trabalhada pelo mercado está próxima de R$ 5,20, mas há projeções de R$ 5,30.
Para o pesquisador, no entanto, a trajetória da moeda ainda está diretamente ligada ao cenário político e econômico após as eleições de outubro.
“Se for um governo mais austero, a tendência é que o mercado fique mais calmo.
Agora, se continuar um governo perdulário e inconsequente, a taxa de câmbio pode explodir”, diz.
El Niño: o ‘calcanhar de Aquiles’ do produtor Além do câmbio, o clima volta ao radar do produtor.
O El Niño previsto para esta safra é apontado por Osaki como um dos principais riscos para a produção.
“É o nosso calcanhar de Aquiles, a pedra no nosso sapato”, resume.
Segundo o pesquisador, o comportamento do fenômeno pode ser diferente do observado em anos anteriores.
A expectativa é de excesso de chuva no Sul e maior irregularidade no Centro-Oeste, o que aumenta o risco para a produção nacional.
O histórico também exige atenção.
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